Com mais de 4 mil pessoas diretamente envolvidas na produção de morangos na região, o produto tem ganhado destaque no estado
Por Hieros Vasconcelos
O Morango do Amor chegou para adoçar não só o paladar, mas também o bolso de feirantes, doceiras e produtores na Bahia. A fruta, que começou como uma tendência tímida nas redes sociais, agora está ganhando popularidade na cidade e já começa a se espalhar como uma febre em ascensão. O que antes era uma simples alternativa à maçã do amor, agora se transforma em um desejo crescente na capital baiana.
Nas feiras de Salvador, o aumento da procura pela fruta já é visível. O preço do morango subiu para cerca de R$ 30 por caixa, refletindo uma demanda crescente. O morango coberto com brigadeiro branco e uma camada crocante de açúcar começa a conquistar cada vez mais os soteropolitanos.
“Nos últimos dias, o morango tem sido realmente mais procurado e percebemos que houve aumento no preço, mas ainda não tinha ouvido falar disso (Morango do Amor). Agora está explicado”, comenta João Oliveira, feirante na Avenida Joana Angélica.
Parte do sucesso do Morango do Amor pode ser atribuída ao impacto das redes sociais. O produto ganhou notoriedade no TikTok e Instagram, com vídeos mostrando a preparação do doce e as reações de quem o experimenta. Influenciadores e confeiteiros locais têm ajudado a viralizar o doce, levando ainda mais pessoas a buscar o produto.
Um exemplo disso foi a confeiteira e influenciadora Camila Moreira, que compartilhou em suas redes sociais um vídeo onde experimentava o Morango do Amor, gerando uma repercussão tão grande que fez a procura pela fruta disparar. Além dela, outros criadores de conteúdo também ajudaram a popularizar a iguaria, mostrando aos seus seguidores como preparar a versão caseira e compartilhando o resultado em vídeos e postagens.
Produção
Na Bahia, especialmente na Chapada Diamantina, a produção de morango está a todo vapor. Com mais de 4 mil pessoas diretamente envolvidas na produção de morangos na região, o produto tem ganhado destaque no estado. Humberto Miranda, presidente do Sistema Faeb Senar, falou sobre a importância econômica do morango para a região. Ele explicou que o morango se tornou uma cultura fundamental para a economia local, destacando que em regiões como a Chapada Diamantina, pequenos produtores estão gerando empregos formais e melhorando a renda das famílias. “Essa cultura tem um papel significativo na geração de empregos e tem sido uma verdadeira oportunidade para muitos”, afirmou.
Além disso, Humberto comentou sobre os avanços no cultivo que possibilitaram à Bahia se destacar na produção de morangos. “Com técnicas de cultivo modernas, conseguimos realizar até três colheitas por ano, enquanto na Europa a produção é limitada a uma”, explicou. Segundo ele, essa inovação tem permitido a expansão da produção para outras áreas do estado, como o Cerrado e a Caatinga. “O que antes parecia impensável, hoje é realidade. O morango está se expandindo para novos biomas, o que demonstra a capacidade do agronegócio baiano”, concluiu.
Foto: Romildo de Jesus/Tribuna da Bahia


