Gerida pelo Einstein, Hospital Ortopédico do Estado possibilita acolhimento e o bem-estar dos pacientes ao proporcionar contato com o ambiente externo
Os pacientes hospitalizados por longos períodos no Hospital Ortopédico do Estado, gerido pelo Einstein, estão participando do projeto Saída Terapêutica, que possibilita contato com o ambiente externo e pode trazer a sensação de bem-estar, além de auxiliar na melhora do humor e da autoestima. Durante meia hora, eles são levados para uma área externa do hospital, onde podem passar um tempo ao ar livre, tomando um pouco de sol e admirando a natureza em volta da unidade. “Distrair um pouco a mente e esquecer a doença. Eles voltam com um sorriso no rosto e mais dispostos, o que ajuda, inclusive, a equipe assistencial”, conta o gerente médico do hospital, Niklas Soderberg.
Edilene Menezes, de 42 anos, foi a paciente número um do projeto. Internada há 30 dias, vítima de um acidente de trânsito, sofreu uma fratura de bacia e de membro inferior e já passou por vários procedimentos. “Foi ótimo sentir o sol, o calor, ver vida novamente foi revigorante”, afirma Edilene, que confessa aguardar ansiosa o próximo contato com o ambiente externo.
Para participar da saída terapêutica, há alguns requisitos que os pacientes precisam preencher: internação há pelo menos 48h na UTI, estar hospitalizado em período maior do que duas semanas e fragilidade emocional. A psicologia e a fisioterapia, em parceria com a equipe da unidade, fazem a seleção de cada paciente e definem a frequência dessas saídas. Durante todo o deslocamento, o paciente é acompanhado por um médico, uma enfermeira, um técnico, um fisioterapeuta e um psicólogo, além dos equipamentos necessários para a assistência.
O Núcleo de Experiência do Paciente da unidade reforça que um cuidado especial com a qualidade de vida da pessoa, no período em que ela está internada, melhora a aceitação ao tratamento e acelera a recuperação. “Para mim foi excelente, me reequilibrou e, agora, estou confiante de que vou sair daqui bem”, declara Edilene Menezes, paciente que estreou o projeto.



