De acordo com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a depressão pós-parto acomete 25% das mães no Brasil, o que, inclusive, dificulta a criação de vínculos com o bebê. Segundo o Ministério da Saúde a doença pode estar associada a fatores emocionais, físicos, estilo de vida e ter ligação com os problemas e transtornos mentais. No entanto, a principal causa é o desequilíbrio hormonal em decorrência do término da gravidez.
Para sensibilizar a população acerca desse importante tema, surgiu em 2021, no Brasil, a campanha comunitária Maio Furta-Cor. Democrático, apartidário e sem fins lucrativos, o movimento visa realizar ações de conscientização ao longo de maio, mês dedicado às mães.
Em Jacobina, a comissão da ‘Onda Furta-Cor Jacobina’ realizou, no sábado (04), a II Caminhada em prol da Saúde Mental Materna. Com concentração na Praça 2 de Julho e encerramento na Praça Rio Branco, centenas de pessoas participaram do ato que lança holofotes sobre a importância dos cuidados da saúde mental materna, tema pouco discutido pela sociedade brasileira.
Durante a ação, mais de 80 alunos dos Colegiados de Medicina e de Fisioterapia da Faculdade Ages em Jacobina, integrante do maior e mais inovador ecossistema de qualidade do Brasil: o Ecossistema Ânima, participaram do evento com entrega de panfletos, troca de informações, realização de massagens e aferição de pressão arterial.
Para a coordenadora de Extensão das Práticas Médicas no SUS da Ages Jacobina, a Dra. Tâmara Carvalho, discutir sobre saúde mental materna é crucial. “Primeiramente, a saúde mental da mãe tem um impacto direto na saúde e bem-estar do bebê. Mães que enfrentam problemas de saúde mental, como depressão, ansiedade ou estresse crônico, podem ter dificuldades para cuidar de si mesmas e de seus filhos, o que pode levar a complicações no desenvolvimento infantil”, pontua.
Além disso, a maternidade pode ser um período desafiador emocionalmente, com mudanças hormonais, alterações de estilo de vida e pressões sociais. “Discutir sobre saúde mental materna ajuda a reduzir o estigma em torno de problemas de saúde mental, encorajando as mães a procurar ajuda quando necessário”, finalizou Dra. Tâmara.



