Dados da pesquisa Poder Data divulgado no último dia 2, mostram que pontos percentuais o separam de Lula na simulação de 1º turno .
Carlos Eduardo Vasconcellos
As últimas pesquisas eleitorais mostram que o presidente Jair Bolsonaro (PL) segue crescendo na disputa pela reeleição. Segundo o levantamento PoderData divulgado na última quarta-feira (2), 8 pontos percentuais o separam de Lula na simulação de 1º turno . Em um eventual segundo turno, Lula aparece com 54% ante 37% do atual chefe do Executivo. Há um mês, essa diferença era de 54% a 32%.
Os indicadores de Bolsonaro cresceram entre os mais velhos, na região Sudeste, no Sul e no Centro-Oeste. Houve, também, alta entre os eleitores com ensino fundamental, os que completaram o ensino médio e os com diploma universitário. Entre as mulheres, o índice do presidente saiu de 22% para 28%. O que explica essa melhora repentina?
Apesar de não reverter o favoritismo de Lula (PT), a tendência de alta de Bolsonaro mostra que ainda há jogo. O presidente, no último ano de mandato, lançou mão fortemente da máquina pública, utilizando, entre outras medidas, do Auxílio Brasil e da distribuição de emendas parlamentares como ‘puxadores’ de voto. Lula, por sua vez, estacionou nos 40%, enquanto a chamada terceira via fracassa em ultrapassar a casa dos 10%.
Segundo Leandro Consentino, cientista político e professor do Insper, a melhora na aprovação de Bolsonaro é puxada por dois fatores: o uso da máquina pública e a falta de alternativas fortes o suficiente para bater de frente com Lula.
“Ele está apostando um pouco mais na máquina para fins reeleitorais. Tanto a anabolização das emendas parlamentares quanto a criação do Auxílio Brasil tiveram um efeito importante para a avaliação de Bolsonaro. Se a gente observar daqui para a frente, talvez a política de redução de IPI para veículos também tenha um efeito que ajude a subir um pouco mais seus índices de voto. Além disso, Bolsonaro se beneficia de ser a única candidatura que atualmente mostra hipótese de vitória contra o ex-presidente Lula. Parte daqueles que pensavam em migrar o voto para Moro, Doria ou outra candidatura alternativa, talvez tenha se desiludido com o poder que essas candidaturas tinham de frear a escalada de Lula”.
Rodrigo Prando, cientista político e professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie, complementa que, como presidente, Bolsonaro tem o benefício de ‘fazer campanha’ em todos os lugares onde está.
Fonte: Ig /Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil


