O senador Jaques Wagner (PT) avisou ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que não quer ser candidato a governador da Bahia
Por Rodrigo Daniel Silva e agências
O senador Jaques Wagner (PT) avisou ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que não quer ser candidato a governador da Bahia nas eleições deste ano, segundo o jornal Folha de S. Paulo. Wagner e Lula se encontraram nesta semana em São Paulo. Diante da desistência, que deve ser anunciada hoje, o grupo político está sem postulante ao Palácio de Ondina.
O recuo de Wagner desagradou ao ex-presidente Lula, que via o palanque na Bahia como pacificado, conforme o diário paulista. A desistência dele acontece após uma suposta insistência do governador Rui Costa (PT) de ser candidato ao Senado. Como não poderia haver espaço para dois petistas na chapa, Wagner recuou a fim de abrir o espaço para o senador Otto Alencar (PSD) ser postulante ao Palácio de Ondina.
Otto, no entanto, tem descartado publicamente a possibilidade de ser candidato a governador. Tem dito que disputará a reeleição. “Mantenho minha candidatura ao Senado. Vi que teve muita especulação, mas não houve alteração do quadro. (…) Não tem como se fazer improvisação neste sentido”, disse Otto, recentemente.
Aliado de Jaques Wagner, o deputado estadual Robinson Almeida sugeriu que o senador Otto Alencar seja candidato a vice-governador para que o senador petista seja o cabeça da chapa. “(Proponho) Wagner governador, Otto vice e Rui senador. Com apoio de Lula presidente, seria a chapa 13-13-13 pra ganhar as eleições na Bahia já no primeiro turno. Nesse desenho, o PP, com João Leão, comandaria o governo do estado por nove meses. O PP também ocuparia a primeira suplência de senador”, sugeriu Robinson, em nota enviada à imprensa.
Para Robinson, que já foi secretário nos governos de Wagner, essa chapa irá assegurar “uma ampla vitória da chapa governista já no primeiro turno, elegendo Jaques Wagner governador, Lula presidente e Rui senador”.
De acordo com a Folha, Wagner também decidiu desistir da candidatura por caráter pessoal. Segundo a publicação, aos 70 anos, o senador se sente confortável em seu mandato no Senado, que se encerra apenas em 2027, e não deseja voltar ao centro do palco da política baiana. As investigações das quais é alvo, que tendem a ser reprisadas em meio a um possível acirramento da campanha, também seriam um incômodo para o senador, segundo aliados.
Tribuna/Foto: Alessandro Dantas / PT


