A recente pesquisa eleitoral divulgada pela Seculus nesta quinta-feira (15) em parceria com o Bahia Notícias está sendo alvo de severos questionamentos por parte dos eleitores de Miguel Calmon. A pesquisa, que deveria servir como um termômetro da opinião pública, acabou levantando suspeitas ao apresentar dados que parecem distorcer a realidade política do município.
Na pesquisa espontânea, foram incluídos nomes que são totalmente desconhecidos pela população local, como “Bom Alegria”, uma figura inexistente no cenário político. Além disso, nomes como Edvaldo e Sandro, que não estão disputando nenhum cargo eletivo, surpreendentemente, aparecem com a mesma intenção de voto que o atual prefeito, Caca. Tais inclusões colocam em xeque a credibilidade da pesquisa, pois sugerem uma possível manipulação dos dados para confundir o eleitorado.
Outra grave inconsistência é a presença de uma chapa fictícia composta por Marcelo Moral e Juninho, candidatos que sequer foram oficializados nas convenções partidárias. A tentativa de inserir esses nomes na disputa, mesmo após sua exclusão oficial, reforça as dúvidas sobre a metodologia e a veracidade dos dados apresentados pela Seculus.

O histórico de erros e distorções da Seculus não é novo. Em Jacobina, em setembro de 2020, o instituto previu a reeleição de Luciano da Locar (União Brasil), contrariando o resultado final das urnas, que consagraram Tiago Dias (PCdoB) como prefeito. Em 2022, a empresa voltou a errar ao apontar uma vitória expressiva de ACM Neto (União Brasil) na corrida ao governo da Bahia, quando, na verdade, Jerônimo Rodrigues saiu vitorioso, desmascarando mais uma vez as inconsistências dos levantamentos do instituto.
Em um incidente recente, no dia 1º de agosto deste ano, uma pesquisa da Seculus em Miguel Calmon foi suspensa por determinação do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA). O Desembargador Maurício Kertzman Szporer destacou que falhas graves na metodologia, como a mistura de categorias educacionais, comprometiam a precisão e a representatividade da pesquisa.
O histórico de proibições se estende a 2020, quando a empresa foi impedida de divulgar pesquisas em Casa Nova devido a erros metodológicos.
A manipulação de informações em pesquisas eleitorais é um crime sério que induz o eleitorado ao erro e compromete o processo democrático. As frequentes falhas da Seculus levantam questionamentos sobre a confiabilidade de seus levantamentos e reforçam a necessidade de um maior rigor na condução e divulgação de pesquisas eleitorais, a fim de garantir que a voz do eleitor seja verdadeiramente representada.



