O deputado estadual Paulo Câmara (PSDB) também declarou que votaria no atual presidente da República em um embate contra Lula
Foto: Reprodução
Por Rodrigo Daniel Silva
Depois de o prefeito de Mata João, João Gualberto (PSDB), declarar que votaria em Jair Bolsonaro (sem partido) em um eventual segundo turno contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição do próximo ano, o presidente do PSDB na Bahia, o deputado federal Adolfo Viana, se posicionou ontem no mesmo sentido.
“Em 2018, no segundo turno, votei em Bolsonaro contra Haddad. Em 2022, num eventual segundo turno entre Bolsonaro e Lula, eu votaria em Bolsonaro novamente”, declarou Adolfo, em entrevista à Tribuna. No último pleito presidencial, Bolsonaro venceu o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), com 55% dos votos válidos, contra 45%.
Na mesma linha, o deputado estadual Paulo Câmara (PSDB) também declarou que votaria no atual presidente da República em um embate contra Lula. “Eu não voto em Lula. Eu não voto no 13. Eu acho que o PT fez um grande mal ao país. Acho que o primeiro mandato de Lula foi muito bom. Não é porque sou oposição a ele que vou criticar. Teve grandes avanços sociais, mas depois ele se acabou. E foi desastroso o governo da presidente Dilma. Então, não tem o que elogiar. Vai oferecer o quê de novo? A mesma coisa é na Bahia. São 16 anos ininterruptos de PT, dois (mandatos) de Jaques Wagner e dois (mandatos) de Rui Costa. Vai votar em Jaques Wagner de novo? Será que a Bahia não tem capacidade de apresentar um nome novo, qualificado, preparado que venha com ideias novas? Tenho posição com clareza. Não fico em cima do muro”, afirmou, em entrevista ao programa Direito ao Ponto, da Rádio 100.
Câmara disse ainda que Bolsonaro mantém um apoio forte em alguns setores. Segundo ele, o presidente é elogiado por ter a imagem “de não roubar e não deixar roubar”. “Mas as palavras deles às vezes são ruins. Líder, como chefe de Estado, não pode provocar essa confusão (sobre usar máscara, por exemplo) na população brasileira. Acho que ele erra. Muito mais pela orientação dos filhos, e da natureza. Ele é uma pessoa autêntica. Mas acho que ele comete muitos erros pela emoção, por falar demais, e até pela orientação dos filhos. Isso vem causando certo descontentamento, uma certa inviabilidade em determinado momento ao nome dele. Mas, se for para o setor do agronegócio, da pecuária, da parte empresarial mais forte é isolado Bolsonaro”, pontuou.
Na semana passada, Gualberto afirmou que tanto Bolsonaro quanto Lula são favoráveis à polarização porque ambos se beneficiam. “Se for Bolsonaro e Lula, eu voto em Bolsonaro de novo. Só que Deus me livre que aconteça isso de novo. A gente não quer isso para o Brasil”, disse ele. “Tanto é que Bolsonaro só quer disputar com Lula, e Lula só quer disputar com Bolsonaro. Todos os dois sabem que qualquer um deles que disputar com um nome diferente, está perdida a eleição. Se disputar os dois, eles sabem que têm 50% de ganhar, um ou outro. Se for Lula com um candidato da centro-direita, Lula já perdeu. Ele sabe disso. A mesma coisa é o Bolsonaro. Com quem eu converso, com todo mundo, pelo menos com quem me relaciono, diz que não quer votar em nenhum dos dois. Basta surgir um nome e começar a crescer, que ele sobe. É a minha visão hoje”, acrescentou.
Tribuna


