Os herdeiros da Samsung, maior conglomerado sul-coerano, comunicaram que irão doar quadros de Picasso, Dalí, Miró, Monet e Gauguin para pagar os impostos de herança, após o falecimento de seu pai, que chegam a 10,8 bilhões de dólares.
A Coreia do Sul tem uma política de impostos elevados sobre heranças, o que implica num maior custo para os herdeiros do patriarca, incluído o presidente do grupo Samsung, Lee Jae-Yong, que cumpre uma pena de dois anos e meio por corrupção.
O falecido Lee Kun-hee era o homem mais rico da Coreia do Sul, quando morreu, em outubro de 2020 aos 78 anos, deixou um patrimônio computado em 22 trilhões de wons (19,8 bilhões de dólares).
A família de Lee “espera pagar mais de 12 trilhões de wons em impostos relacionados à herança, o que é mais da metade do valor do patrimônio total do falecido presidente”, como disse em comunicado, de acordo com publicação da Exame.
O grupo ainda acrescentou que “este pagamento do imposto sobre herança é um dos maiores já feitos na Coreia e no mundo”, ao explicar que irá pagar em sei prestações começando no mês em curso.
O patrimônio inclui ações na Samsung Life, Samsung Electronics e Samsung C&T, e imóveis. Lee também possuía uma impressionante coleção de obras de arte. Alguns meios de comunicação avaliaram a coleção num valor entre 2 e 3 trilhões de wons. A família anunciou que doará 23.000 obras da coleção, entre elas, 14 peças registradas na lista de Tesouros Nacionais, que serão expostas no Museu Nacional da Coreia.
A família também irá doar as obras de Pablo Picasso, Marc Chagall, Claude Monet, Paul Gauguin, Salvador Dalí e Joan Miró para o Museu Nacional de Arte Contemporânea (MMCA).
As doações devem reduzir o valor do tributo a ser pago pela família segundo alguns veículos de comunicação. Além das doações das obras, os herdeiros irão doar 1 trilhão de wons para organizações beneficentes voltadas à saúde.
BahiaNotícias/Foto: Divulgação


