A Polônia, membro da Otan, foi atingida por dois mísseis russos que mataram duas pessoas, de acordo com um oficial de inteligência dos EUA
A Polônia, membro da Otan, foi atingida por dois mísseis russos que mataram duas pessoas, de acordo com um oficial de inteligência dos EUA não identificado citado pela agência Associated Press. As explosões teriam ocorrido em uma fábrica de grãos em Przewodow, um vilarejo no Leste do país a cerca de seis quilômetros da fronteira ucraniana, e também foram relatadas pela rede polonesa de rádio Zet. O Ministério da Defesa da Rússia, por outro lado, alega que os relatos são uma provocação e negou que seus militares tenham mirado mísseis em alvos próximos à fronteira com a Polônia.
Por sua vez, o primeiro-ministro polonês Mateusz Morawiecki e o presidente Andrzej Duda convocaram uma reunião extraordinária do Comitê de Segurança Nacional após os relatos, em resposta a uma “situação de crise”, disse o porta-voz do governo, Piotr Mueller, a repórteres, sem dar mais informações.
O Departamento de Defesa dos Estados Unidos informou que não pôde confirmar as informações, mas que está investigando o que foi relatado pela mídia. “Estamos cientes dos relatos da imprensa de que dois mísseis russos atingiram o interior da Polônia, na fronteira com a Ucrânia”, disse o porta-voz do Pentágono, Patrick Ryder, ressaltando que ainda não têm “informações corroborantes de que houve um ataque com mísseis”.
Já o vice-primeiro-ministro e ministro da Defesa da Letônia, Artis Pabriks, afirmou em uma postagem no Twitter que mísseis russos “caíram no território da Otan na Polônia”. “A Letônia apoia totalmente os amigos poloneses e condena este crime”, acrescentou Pabriks, sem dizer se confirmou a informação de forma independente.
A Hungria também convocou o Conselho de Defesa após relatos de queda de mísseis russos na Polônia, informou a AFP.
Bombardeios na Ucrânia
Mais cedo nesta terça-feira, a Rússia bombardeou com mísseis várias cidades da Ucrânia, inclusive a capital Kiev. Alguns dos ataques atingiram a cidade de Lviv, localizada a cerca de 100 quilômetros da fronteira com a Polônia.
Segundo o governo ucraniano, os bombardeios foram em resposta ao discurso do presidente Volodymyr Zelensky na cúpula do G20, no qual ele pediu maior pressão sobre o Kremlin para acabar com a invasão em seu território.
“Estou convencido de que agora é o momento em que a guerra destrutiva da Rússia deve e pode terminar”, disse Zelensky mais cedo em um discurso por vídeo, denunciando também as ameaças russas de uso de armas nucleares e agradecendo ao que chamou de “G19”, o G20 menos a Rússia, por “deixar claro” que elas são inaceitáveis.
Fonte: O Globo e agências internacionais/Foto: Reprodução


