De 12 produtos que compõem a cesta básica em Salvador, o valor da carne bovina de primeira caiu para -2,72%, colocando a capital baiana com a segunda cesta mais barata do Brasil.
Por Vinícius Viana
Para alívio do bolso e alegria de muitos brasileiros, a cesta básica ficou mais barata em 12 das 17 capitais brasileiras. De acordo com a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), entre os meses agosto e setembro a cesta básica ficou mais em conta em nas capitais no Nordeste: Aracaju (-3,87%), Recife (-3,03%), Salvador (-2,88%) e Belém (-1,95%). Já os aumentos foram registrados em Belo Horizonte (1,88%), Campo Grande (1,83%), Natal (0,14%), São Paulo (0,13%) e Florianópolis (0,05%).
Entre os meses de julho e agosto, a cesta estava custando R% 576,93. Já entre agosto e setembro a cesta passou a custar R$ 560,31, apresentando uma economia de R$ 16,62 no bolso do consumidor. De 12 produtos que compõem a cesta básica em Salvador, o valor da carne bovina de primeira caiu para -2,72%, colocando a capital baiana com a segunda cesta mais barata do Brasil.
Apesar do Dieese ter anunciado que a cesta ficou mais em conta, a psicóloga Andreia Silva contou que não sentiu que os preços ficaram mais baratos nos supermercados do bairro do Cabula, em Salvador. “Eu estou achando que está a mesma coisa, viu? Fiz compras no início do mês, não vi mudança. Eu não consegui sentir que os preços caíram. Por exemplo, a placa de ovos. Antigamente a gente comprava placa de ovos por R$ 13 reais e a gente está pagando R$ 18 no bairro que eu moro. Então, está tudo caro. Até pra comer ovo está caro”, desabafou.
O economista Abimael Lira explicou alguns dos motivos que contribuíram para a queda no valor da cesta básica. “O primeiro fator é o excesso de oferta. Quando há oferta em relação a demanda de consumidores, obviamente os preços caem e isso está consagrado na teoria econômica. Em segundo, os custos de produção que [envolve] a questão de transporte, equilíbrio da taxa de juros, a carga tributária, inclusive com a redução tributária, e redução [no valor do] do combustível”, pontuou.
Em setembro de 2022, o tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta básica foi de 118 horas e 14 minutos, menor do que o registrado em agosto, de 119 horas e 08 minutos. Em setembro de 2021, a jornada necessária era de 115 horas e 02 minutos.
Tribuna/Foto: Reginaldo Ipê


