Reajuste no preço dos carros novos se justifica em alguns casos pela troca de geração ou mais conteúdo, e em outros pelo aumento da demanda
Por Vagner Aquino, especial para o Jornal do Carro
O reajuste no preço dos carros 0-km foi uma constante em 2021. Tanto que, muitas vezes, podemos perder a noção da dimensão dos aumentos em um período mais longo de tempo. No entanto, um estudo da Kelley Blue Book (KBB), multinacional do setor de avaliação de veículos, aponta o que aconteceu com os preços dos modelos mais vendidos por aqui no ano passado. Na média, os reajustes foram de 25,4% chegando a um pico de 35%.
Cabe lembrar que, recentemente, o Jornal do Carro noticiou que os preços dos carros novos dispararam no Brasil. Na ocasião, apontamos que, em 12 meses, modelos “populares”, como Chevrolet Onix e Volkswagen Gol, por exemplo, sofreram reajuste de 17%, aproximadamente.
O recente estudo – que comparou o preço médio dos carros mais vendidos do mercado em janeiro de 2021 e dezembro de 2021, com base na lista da Fenabrave – apontou que o Hyundai Creta foi o modelo da lista que mais encareceu. Em valores, passou de R$ 90.497 (janeiro) para R$ 122.151 (dezembro). Com base nesses preços, portanto, chegou-se à variação de 35%.
Contudo, importante ressaltar que, ao contrário de outros modelos, o Creta não aumentou de preço apenas por questão inflacionária. No período (setembro), o SUV ganhou nova geração. Com ela, passou a disponibilizar novo motor, visual 100% repaginado e sistemas mais modernos, o que contribuiu para a elevação.
Aumento, mas sem novidade
Se tem carro que justifica o aumento, com inclusão de itens, novos motores (caso do Jeep Compass, por exemplo) e até mudança de geração, do outro lado da moeda, alguns modelos não ofereceram absolutamente nada de novo e, ainda assim, sofreram expressivos reajustes.


