ACM Neto criticou duramente o governo de Jerônimo Rodrigues durante entrevista à rádio Antena1 concedida ontem
Por Mateus Soares
Vice-presidente do União Brasil, ACM Neto criticou duramente o governo de Jerônimo Rodrigues (PT). O ex-prefeito de Salvador comparou a gestão de Jerônimo com as dos ex-governadores Jaques Wagner e Rui Costa, ambos também do PT, que governam a Bahia desde 2007. Segundo ele, o atual chefe do Executivo baiano apresenta o pior desempenho entre todos.
“O que é que o governador fez de impactante no seu período de governo? Que grande mudança, que grande novidade, que grande plano de governo ele trouxe para a Bahia nesse período? Quais foram as medidas que ele adotou para enfrentar os mais sérios e mais graves problemas do nosso Estado nas áreas essenciais à vida das pessoas, como educação, saúde, segurança, geração de emprego? Não tem nada”, questionou ACM Neto, durante entrevista à rádio Antena1 concedida ontem (27).
Durante a entrevista, Neto destacou que, enquanto outras regiões do país observam um crescimento na popularidade de seus governadores e prefeitos, a situação na Bahia é diferente, com a aprovação de Jerônimo Rodrigues em queda. Segundo ele, isso se deve às “decisões equivocadas” do governador, que começam a impactar a população.
O ex-prefeito soteropolitano também recordou o momento em que desejou sucesso ao então recém-eleito Jerônimo Rodrigues, mas lamentou o desempenho do governo estadual até o momento. “Infelizmente, o governo dele está muito abaixo do que é a expectativa dos baianos e aí eu não posso deixar de criticar”, afirmou Neto.
Em meio às recentes tensões entre o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Congresso Nacional sobre as chamadas “emendas Pix”, Neto declarou ser “radicalmente favorável” à prática. Ex-deputado federal, Neto defende, porém, que as transferências especiais sejam submetidas a critérios claros e transparência.
“Eu sou favorável, radicalmente favorável às emendas. Mas é preciso acontecer com critério e com transparência. Uma coisa é pegar a emenda Pix. Você tinha situações agora que o parlamentar passava o recurso diretamente para a prefeitura, para a conta do prefeito, sem sequer apontar para onde aquele recurso seria aplicado. A emenda parlamentar não é para isso”, pontuou.
“Você tem a arrecadação própria do princípio para isso, você tem o FPM [Fundo de Participação dos Municípios] para isso. A emenda parlamentar é para garantir a aplicação de políticas públicas com recursos federais”, acrescentou.
“A gente vai para o critério. Pode definir que a emenda tem que ser aplicada para, por exemplo, construção de escolas, implantação de escolas em tempo integral, ampliação da rede de Upas, implantação de novas unidades de saúde da família ou programas de esporte”, citou.
“Nas mais diversas áreas, você pode definir todos os programas onde o parlamentar vai lá com o direito dele. E ele vai dizer: ‘eu vou colocar ali naquela cidade, porque eu sei que aquela cidade precisa’, mas para uma destinação objetiva e específica, não uma emenda que é um cheque em branco, para você colocar no que quiser, porque aí gera essas distorções”, completou Neto.
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