O professor de Direito Constitucional da Faculdade de Direito da PUC Pedro Serrano é um dos destaques da lista
Por Luiz Vassallo
A atuação nos casos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e nas disputas empresariais dão a Cristiano Zanin precedentes jurídicos que podem ser usados como trunfos pelo advogado em uma eventual indicação ao Supremo Tribunal Federal. Na Lava Jato, não faltam advogados que exploraram o caminho usado pelo defensor do petista para conseguir decisões com o fim de trancar ações contra outros réus. O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), citou, por exemplo, nulidades que beneficiaram Lula para conseguir a anulação de sua própria ação penal por corrupção e caixa dois.
O Estadão apurou que, politicamente, Zanin tem o privilégio do contato direto com o presidente. Zanin já recusou ministérios, mas deu, nas entrelinhas, um recado a Lula de que aceitaria ser considerado para os tribunais ao dizer que não assumiria uma pasta, mas que pretendia continuar atuando no Sistema de Justiça. Já outros candidatos enviam sinais ao petista por meio de terceiros.
Pedro Serrano
O professor de Direito Constitucional da Faculdade de Direito da PUC Pedro Serrano é um dos destaques da lista. Também crítico ferrenho da Operação Lava Jato, Serrano é autor de livros sobre a “espetacularização” do Poder Judiciário e a respeito do “autoritarismo” da Justiça no processo penal.
Lenio Streck
Na lista, está também Lenio Streck, de 67 anos, procurador de Justiça aposentado, professor de hermenêutica e Direito Constitucional. De perfil garantista, e também ligado ao Prerrogativas, grupo de advogados que despontou criticando a Lava Jato, ostenta o currículo de mais peso do ponto de vista acadêmico.
Manoel Carlos de Almeida Neto
Ex-secretário-geral do TSE e do STF nas gestões de Lewandowski, o advogado Manoel Carlos de Almeida Neto também está no páreo. Ele foi professor da USP até 2022, e é autor de diversos livros – o mais recente, sobre as Constituições Brasileiras, que tem o posfácio do ministro. Conheceu o ministro ainda como aluno de direito e foi convidado por Lewandowski para o STF logo quando assumiu uma cadeira na Corte. Atualmente, ele é diretor jurídico da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). Aos 43 anos, é o mais jovem dos candidatos, mestre pela Universidade Federal da Bahia e doutor e pós-doutor em Direito Constitucional pela USP.
Fonte: Agência estado/Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil


