O governador da Bahia, Rui Costa (PT), defendeu um pacto nacional com as principais lideranças políticas e da sociedade
Por Henrique Brinco
O governador da Bahia, Rui Costa (PT), defendeu um pacto nacional com as principais lideranças políticas e da sociedade para reconstruir o Brasil. Segundo palavras dele, “a situação está muito pior do que quando Lula assumiu em 2003”.
“Nós tínhamos naquela época um país mais estável, com ferramentas e possibilidades macroeconômicas muito maiores do que temos hoje. Com imagem e credibilidade no exterior. O cenário interno e internacional era mais favorável. Temos que ter a dimensão do desafio e a noção de que precisamos de muitas pessoas para colocar o Brasil de volta nos trilhos” declarou, em entrevista a Míriam Leitão, na GloboNews.
O gestor baiano fez um mea culpa concordando que o PT errou ao chamar o Governo FHC de herança maldita. Hoje o partido está mais próximo do campo adversário do que nunca, uma vez que Lula já se reuniu com o ex-presidente tucano e quer o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, como vice na chapa presidencial.
“É preciso um grande arco de aliança, sendo muito objetivo, um arco de governança. Historicamente, e eu já ouvi isso dentro do PSDB, essa polarização excessiva começou em São Paulo e levou os dois partidos, PT e PSDB, que tinham propostas comuns de social-democracia, a tornarem-se antagônicos”, avaliou.
“Eu apoio e acho positivo o aceno ao governador Geraldo Alckmin, e alguns dizem que ele não agregaria voto. Não é uma questão de contabilidade de voto, é sinalizar para a sociedade como nós pretendemos governar. Queremos governar abraçando o Brasil, mobilizando segmentos para fazer um grande pacto nacional que permita o crescimento, a geração de emprego e renda”, emendou.
Ele também teceu críticas ao governo Jair Bolsonaro: “O atual governo é um vazio de conteúdo em todas as áreas. A lógica de Bolsonaro é, para manter seu grupo mobilizado, agredir, agredir, agredir. Minha surpresa não é com ele, é que 25% da população o acompanhe. É decepcionante, porque ele é uma pessoa completamente desqualificada, vazia, sem a menor capacidade de administrar o país.”
Ainda na entrevista, Rui confirmou que anuncia no dia 13 a decisão de sair ou não como candidato ao Senado. Ele também se esquivou ao ser questionado se seria ministro em um eventual governo Lula, afirmando que esse tipo de cargo é da escolha de quem é eleito.
Tribuna/Foto: Reprodução


