De acordo com a Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM) divulgada pelo IBGE, aponta que o valor total da produção animal no estado foi de R$3,2 bilhões
Por Quézia Silva
A Bahia é um dos grandes celeiros da pecuária. Desde bovinos a caprinos e ovinos, o fato é que o estado tem investido muito nesse tipo de cultura. Com rações de qualidade além dos cuidados que cada pecuarista tem, os alimentos que são derivados desses animais, a exemplo do leite e dos ovos, também são produzidos em larga escala e principalmente, com primor, refletindo no impulsionamento da economia do estado.
Segundo dados da Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM) divulgada ontem (21), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção de rebanhos, leite e ovos na Bahia bateu recordes históricos em 2022. De acordo com a PPM, o valor total da produção animal no estado cresceu de R$2,7 bilhões para R$3,2 bilhões entre 2021 e 2022, representando um avanço de 17,0%, ou seja, mais R$466,2 milhões em um ano.
A produção de ovos de galinha cresceu significativamente em 2021 e 2022, de acordo com a pesquisa. Cerca de 121,0 milhões de dúzias de ovos foram produzidas somente no ano passado. Em comparação com 2021, a produção cresceu cerca de 2,5%. Eunápolis, Barreiras e Entre Rios foram os municípios com maior produção de ovos no estado: 23,2 milhões, 14,5 milhões e 10,1 milhões de dúzias, respectivamente. Ano passado, a produção de ovos de galinha injetou no estado R$732,9 milhões.
Ainda de acordo com a PPM, no período de referência, entre 2021 e 2022, a Bahia produziu 1,278 bilhão de litros de leite, representando um aumento de 6,3%. Junto ao aumento da produção veio também o valor do produto, que foi de R$2,4 bilhões. Os municípios que tiveram uma maior produtividade de leite ano passado foram: Itarantim (45,5 milhões de litros), Medeiros Neto (32,6 milhões de litros) e Jaborandi (30,9 milhões de litros).
A pesquisa divulgada pelo IBGE ainda apontou que alguns rebanhos também foram motivos de recorde de produção no estado em 2022. Dentre os tipos de rebanhos, o que mais teve destaque foi o de bovinos. Entre os anos de 2021 e 2022 aumentou de 11,8 milhões para 12,8 milhões de animais (+6,6%). Foram mais de 771,1 mil cabeças.
Seguido dos bovinos estão os ovinos (ovelhas, carneiros e borregos) que nesse mesmo período tiveram mais de 412 mil cabeças, os caprinos (cabras, bodes e cabritos) cresceram em mais de 306 mil animais, os equinos (cavalos e éguas) tiveram um efetivo de 3.670 cabeças, as codornas tiveram um aumento de mais de 15 mil animais e o rebanho de bubalinos (búfalos) teve 824 cabeças a mais.
Quedas
Se por um lado a Bahia se destacou com a alta na produção de leite e ovos, além do aumento dos rebanhos, por outro, o estado também teve destaque em algumas quedas no que tange à pecuária. Mantendo um bom resultado por 3 anos seguidos, entre 2021 e 2022 os rebanhos de galináceos, que são as galinhas que produzem ovos e os frangos para corte, sofreram uma queda na produção. De um ano para o outro, o número de animais caiu de 50,2 milhões para 49,7 milhões, representando uma queda de 1,2%, tornando-se um recorde histórico.
A aquicultura, produção de peixes, crustáceos, moluscos e outros organismos que vivem em ambiente aquático, também foi puxada para baixo. O valor dessa cultura caiu em -5,8%, de R$194,8 milhões para R$183,4 milhões. A queda se deu mais pela tilápia que em 2022 o total foi de 8,1 mil toneladas, -35,3% em comparação ao ano de 2021, que foram produzidas cerca de 12,5 mil toneladas.
Tribuna/Foto: Reprodução


