Em alguns supermercados da capital baiana, o preço chega a quase R$ 9,00 o quilo.
Por Larissa Nunes
Seja ele presente na salada ou tempero, realmente o tomate é um fruto quase indispensável na mesa dos baianos, porém, nos últimos meses o “vermelhinho” vem se tornando um peso bem salgado no bolso dos consumidores e vendedores.
Em alguns supermercados da capital baiana, o preço chega a quase R$ 9,00 o quilo, tem aqueles que pechincham nas famosas feirinhas encontradas em diversos bairros da cidade; como no bairro de Sussuarana, que o pote de tomate sai por R$ 3,00.
Dono de um hortifruit, o vendedor Claudio Soares diz que ultimamente só está adquirindo no máximo duas caixas por mês devido o alto valor. O quilo está saindo por R$ 8,49 em seu estabelecimento. “O tomate que eu comprava a menos de R$ 100,00 a caixa, hoje somente uma sai por quase R$ 200,00, o vendedor fica no prejuízo porque tem que vender pra ter um retorno lucrativo, coisa que não estou tendo e as pessoas não estão comprando como estava antes; é complicado tanto para quem vende, quanto para quem consome.”
De acordo com o boletim informativo diário divulgado na última sexta-feira (14) pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), os preços do tomate em nível atacado no Centro de Abastecimento da Bahia – CEASA variam em torno de R$ 180,00 a R$ 190,00, dependendo do tipo tomate: o extra, rasteiro, primeira e segunda.
A nutricionista Laísa Pontes, afirma que mesmo o tomate aparentando ser um alimento sem substituição, existem outras frutas que venham a contribuir igualmente com o valor de benefícios do “vermelhinho”.
“O tomate é rico em diversos minerais e vitaminas, entre elas a vitamina A, C e E, além do licopeno que é um antioxidante que ajuda a combater os danos dos radicais livres protegendo contra as síndromes metabólicas, doenças cardiovasculares e o câncer. Frutas cítricas podem vir a substituir devido a vitamina C como a laranja, acerola e melancia que tem a vitamina e também possui o antioxidante, o que acaba suprimindo as necessidades do tomate”, pontuou a nutricionista.
Acostumada sempre a adquirir o tomate, a aposentada Francisca Silva, diz que não vai deixar de comprá-lo mesmo com o valor em alta, e que a melhor forma de ter o fruto na mesa é reduzir a quantidade e pesquisar.
“Infelizmente não tem nada mais barato, hoje em dia tá tudo difícil. A inflação chegou agora no tomate, e não vou deixar de levar pra casa, temos que pesquisar, comprar nos locais mais baratos e diminuir a quantidade na hora da compra; é um alimento muito saudável que já faz parte da cozinha de qualquer dona de casa.”
Tribuna/Foto: Reginaldo Ipê


