Último de uma dinastia de tucanos à frente de São Paulo em três décadas, Rodrigo Garcia pretende tirar um período de férias após anos como deputado, secretário de estado, vice-governador e, finalmente, governador.
Desde abril à frente do Palácio dos Bandeirantes, após João Doria (PSDB) renunciar, Rodrigo diz que deixa um estado com dinheiro em caixa para seu sucessor, Tarcísio de Freitas (Republicanos), a quem apoiou no segundo turno contra Fernando Haddad (PT).
Rodrigo afirma que acabou engolido pela polarização na campanha e seguiu seu histórico ao se posicionar contra o PT. Apesar de até agora o governador eleito ter deixado o PSDB fora do futuro governo, Rodrigo nega qualquer frustração e diz que cabe a Tarcísio decidir se quer os tucanos na sua base aliada.
Ele afirma, inclusive, que faria tudo de novo —apoiar Jair Bolsonaro (PL) contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a quem dirige as críticas mais pesadas. Para Rodrigo, o presidente eleito começou muito mal ao promover “gastança desenfreada”.
O atual governador destaca que deixa R$ 30 bilhões em caixa e o menor endividamento da história. Questionado sobre problemas que a administração não conseguiu resolver, como grandes obras de infraestrutura e a cracolândia, ele sustenta que a situação melhorou.
Artur Rodrigues e Paula Soprana / Folhapress


