Majoritariamente o grupo de trabalhadores por conta própria veio da categoria de empregados com carteiras assinadas, com 39,8 %
Por Vinícius Viana
O Nordeste é a região onde há mais pessoas vivendo na informalidade e apresenta alta taxa de insegurança financeira e de desalentados, de acordo com uma sondagem feita e divulgada pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV IBRE) na manhã de ontem (15). A pesquisa coletou mensalmente informações de 2.000 pessoas em todo território nacional durante o segundo semestre de 2022.
De acordo com a FGV, a sondagem tem o objetivo de antecipar as tendências das principais variáveis do mercado brasileiro e traçar cenários a partir de dados de forma mais rápida, ajudando trabalho de especialista do tema, economias e políticas, ajudando na tomada de decisão de organizações públicas e privadas.
Os primeiros resultados da Sondagem Mensal do Mercado de Trabalho mostraram que a taxa de desemprego no Nordeste aparece em 12%, acima da taxa por regiões do país, e que o percentual de trabalhadores por conta própria está acima da média nacional, com 28,9%. Já sobre a insegurança financeira, 50,2 % dos entrevistados afirmaram que é provável ou muito provável que isso aconteça caso haja um desligamento do mercado de trabalho ou a perda da única fonte de renda. Eles ainda disseram quem só consegue se sustentar durante o período de três meses.
Para o economista do FGV IBRE, Rodolpho Tobler: “A região se mostra com um grande potencial e com grandes desafios. Isso ajuda a explicar o porque que a gente tem que dar esse foco e olhar esses dados, porque a dinâmica regional do mercado de trabalho de cada região é diferente. Majoritariamente o grupo de trabalhadores por conta própria veio da categoria de empregados com carteiras assinadas, com 39,8 %, além dos trabalhadores que estavam desempregados. Esse fenômeno acontece em todo Brasil, mas no Nordeste se destaca”, declarou.
O pesquisador associado do FGV IBRE, Flávio Ataliba, afirmou que a sondagem do mercado de trabalho irá contribuir para o desenvolvimento da região nordeste com a implementação de políticas públicas.
“O evento marca o início de um esforço de implementação de um do centro de estudo para o desenvolvimento do Nordeste, inclusive com apoio das instituições locais. Sabemos que o Brasil é um país dimensões continentais e olhar as políticas olhando as especificidades de cada região é essencial e com esse esforço da sondagem do mercado de trabalho, olhando as questões regionais, particularmente o nordeste, é fundamental para entendermos melhor o que está acontecendo para aperfeiçoar todas as políticas públicas”, declarou.
Tribuna/Foto: Romildo de Jesus


