Volume chegará até 2 mil metros cúbicos por segundo já a partir desta quarta-feira
Por Lily Menezes
Dois dos principais reservatórios d’água do Nordeste, Sobradinho (BA) e Xingó (SE) terão mudanças nas capacidades de vazão a partir desta quarta-feira (13). Em Sobradinho, o volume passará de 1,7 mil para 2 mil m³ por segundo diariamente. Já em Xingó, o aumento na vazão durante os finais de semana e feriados será mantido, com médias que variam entre 1,2 mil e 1,5 mil m³ por segundo. Neste caso, o incremento na capacidade será realizado de segunda a sexta-feira, quando passará para uma média entre 1,5 mil e 2 mil m³ por segundo. Essas capacidades podem sofrer nova alteração, caso necessário.
“Em função do processo de otimização energética envolvendo as diversas regiões do Sistema Interligado Nacional – SIN, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) solicitou alteração na programação de vazões dos reservatórios”, informou a Companhia Hidrelétrica do Vale do São Francisco (Chesf), vinculada às Centrais Elétricas Brasileiras (Eletrobras). De acordo com a Chesf, as mudanças feitas na operação dos reservatórios respeitam as restrições relacionadas aos diferentes usos da água nas bacias. Além do ONS, as diretrizes para determinar a defluência (vazão) é regulamentada pela Agência Nacional de Águas (ANA).
Até ontem, o volume útil do reservatório de Sobradinho, no Norte baiano, estava em 95,11% de capacidade. Por sua vez, o reservatório Luiz Gonzaga (Itaparica), também instalado no Rio São Francisco, tem 90,22% de volume útil. Com a possibilidade de umnovo aumento de vazão para atender às necessidades do SIN, as comunidades ribeirinhas do Velho Chico precisam se atentar às mudanças. “A Chesf, por sua vez, alerta sempre para a importância de não se ocupar as áreas de calha do rio São Francisco, visto que, em situações emergenciais, as Usinas de Sobradinho e Xingó têm capacidade de turbinar até 4.200 e 3.000 m³/s respectivamente”.
O aviso vem do maior risco de inundação nessas regiões a partir de certos níveis de defluência, que aumentam o nível do rio.
Tribuna/Foto: Carlos José de Sousa


