O governo de Luiz Inácio Lula da Silva estuda ampliar para R$ 12 mil a faixa de renda permitida para participar do programa Minha Casa, Minha Vida
Por Henrique Lessa
O governo de Luiz Inácio Lula da Silva estuda ampliar para R$ 12 mil a faixa de renda permitida para participar do programa Minha Casa, Minha Vida. Em live nesta manhã, o ministro das Cidades, Jader Filho, afirmou que as tratativas seguem com a Caixa e a Casa Civil sobre o assunto.
Na live semanal do presidente, o ministro das Cidades, Jader Filho, indicou, ainda, a criação de uma nova faixa do Minha Casa Minha Vida para quem ganha até R$ 12 mil por mês
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que o objetivo do seu governo é entregar mais de dois milhões de unidades habitacionais no programa Minha Casa Minha Vida. A declaração foi dada na manhã de ontem na live semanal Conversa com o Presidente, na qual, ao lado do ministro das Cidades, Jader Filho, o petista prometeu entregar mais 20 mil casas até o fim de 2023.
Em conversa entre Lula e Jader Filho, o presidente questionou: “Vamos fazer dois milhões de casas próprias?” O ministro respondeu, logo em seguida: “Vamos fazer mais do que isso”.
Segundo o presidente, o número de 2 milhões de unidades é apenas para recompor a interrupção do programa, ocorrida durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Visando ampliar a iniciativa, o ministro Jader Filho indicou que o governo estuda estender as faixas de renda familiar para R$ 12 mil ao mês, beneficiando assim grande parcela da classe média que tem ficado fora do programa. O chefe da pasta das Cidades não antecipou, contudo, quando a medida será efetivada.
Crítica – A presidente do Partido dos Trabalhadores, deputada Gleisi Hoffmann (PR), criticou ontem o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), por ter dito que é necessário “subir o sarrafo” de partidos pequenos que têm direito de recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para pedir a anulação de legislações aprovadas pelo Congresso Nacional. Pelo X (antigo Twitter), Gleisi disse que a fala de Lira contraria a “legitimidade e a autonomia” das legendas.
Em evento do banco BTG Pactual realizado nesta segunda-feira, 6, Lira defendeu que um partido político somente deveria ter o direito de apresentar uma ação direta de inconstitucionalidade (ADIs) se conseguisse o apoio de pelo menos um quinto dos membros do Legislativo. “Eu já propus ao presidente (do Senado Federal) Pacheco que o Congresso apresente (um projeto de lei). Nós temos que subir o sarrafo das proposições de ADIs”, disse Lira.
A presidente do PT afirmou que o presidente da Câmara está “totalmente equivocado” ao pensar que essa iniciativa fortaleceria o Congresso. “Os partidos políticos, maiores ou menores, são a sustentação do Legislativo e da democracia”, disse.
“Uma coisa é estabelecer cláusulas para o funcionamento legislativo dos partidos, seu acesso aos fundos públicos e tempo de propaganda. Outra, bem diferente, é retroagir no direito de livre organização e representação, inclusive o direito, importante, de provocar a ação do STF. Não se confunde Centrão com Constituição!”, afirmou Gleisi.
Fonte: Correio Braziliense/Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil


