Para um grupo grande de empresas, porém, não restou outra alternativa senão entrar em desespero
Quando o governo americano anunciou oficialmente, na quarta-feira, 30, que as exportações brasileiras teriam uma taxa extra de 40% (além dos 10% que já estavam em vigor), mas que havia uma lista de quase 700 itens que ficariam de fora desse tarifaço, as reações foram mistas. Quem ficou de fora suspirou aliviado. Quem não escapou voltou imediatamente às conversas com o governo, com seus compradores americanos, com seus assessores, para tentar pressionar o governo de Donald Trump a ampliar essa lista de exceções — e incluir nela o que eles produzem.
Para um grupo grande de empresas, porém, não restou outra alternativa senão entrar em desespero. São as pequenas e médias, que não fazem parte das grandes corporações e não têm associações influentes que as defendam. Muitas investiram por anos a fio para conquistar a confiança dos clientes americanos, em um dos mercados de consumo mais disputados do mundo, e dependem essencialmente dos EUA para sobreviver. Em geral, têm pouca flexibilidade para buscar novos mercados para seus produtos. Nesse momento, navegam num gigantesco e turbulento mar de incertezas. Na avaliação do ex-secretário de Comércio Exterior Welber Barral, os efeitos gerais do tarifaço de Trump na economia brasileira nem devem ser tão fortes assim, pelo fato de o País ser extremamente fechado ao comércio externo. Mas o impacto poderá ser devastador para as médias e pequenas empresas de alguns setores, que têm nos Estados Unidos o seu principal mercado.
Fonte: Agência estado/Foto: Reprodução


