Números do Ministério da Saúde mostram que os casos de Covid estão com tendência de aumento nas últimas semanas. A dengue já tem mais de 1 milhão de casos prováveis, e os casos de gripe também preocupam o governo.
Os hospitais do Brasil têm recebido, também, muitos pacientes com outras viroses.
Não saber o que tem. Muitos pacientes em uma unidade básica de saúde enfrentam esse problema. Não conseguem identificar os sintomas. Não sabem se estão com dengue, Covid ou gripados.
O médico Pedro Augusto Silva Ruas está enfrentando essa realidade na unidade de saúde: dengue, Covid, chikungunya, gripe – todas circulando ao mesmo tempo.
Números do Ministério da Saúde mostram que os casos de Covid estão com tendência de aumento nas últimas semanas. Já são mais de 300 mil em 2024. A dengue já tem mais de 1 milhão de casos prováveis, e os casos de gripe também preocupam o governo.
“A gente já atendeu 2 mil pessoas com dengue. Covid também está com aumento muito grande, assim também como os casos de influenza. E veio tudo muito antes, essas doenças vieram antes do esperado do pico. Veio que de surpresa tudo junto e misturado, todas as três doenças de uma vez”, afirma Pedro Augusto Silva Ruas, médico de família e comunidade.
Tudo junto, misturado e com a dificuldade para identificar os sintomas específicos de cada doença, a recomendação é sempre procurar um posto médico.
“Nós estamos vivendo uma grave crise na saúde pública brasileira. Em diversos estados, nós já temos declaração de emergência em saúde pública por causa da dengue, e isso piorou com a circulação, com o surto de Covid e de influenza. Então, é uma tempestade perfeita para essas doenças, o que causa superlotação. Porém, a superlotação não pode ser um motivo para automedicação, porque, em alguns casos, esse tipo de atitude pode agravar os sintomas, o que vai levar ainda mais a uma superlotação do atendimento público e também privado”, explica Alexandre Naime, coordenador científico as Sociedade Brasileira de Infectologia.
“A população precisa ter esse cuidado um com o outro. Não é só com a sua família, não é só com a sua casa. É um com o outro”, diz a dona de casa Maria Cirley


