Um dos alimentos preferidos e mais tradicionais dos brasileiros está com preço nas “alturas”
Por Rodrigo Ferreira
O grande amigo do café da manhã dos baianos e brasileiros está cada vez mais caro. O pão de sal, como é conhecido aqui, praticamente insubstituível na refeição matinal está com o quilo custando entre R$ 16 a R$ 20, em Salvador.
A reportagem da Tribuna da Bahia percorreu por alguns bairros de Salvador e notou a perceptível variação do preço do alimento. Na Victorine Delicatessen, que fica localizada no Matatu, o quilo do pão está à R$ 18 e a unidade está sendo vendida por R$ 1. Segundo o funcionário do local, que preferiu o anonimato, o aumento foi de R$ 1 no último mês.
Apesar do aumento, clientes seguem comprando o companheiro da refeição das manhãs. O servidor público Ricardo Andrade falou mostrou-se indignado com o valor. “Tá um absurdo! Pão hoje está praticamente R$ 1 a unidade. Antigamente a gente comprava 10 pães era R$ 5. Agora é 9, 10 reais”.
Já o professor Marcelo Chamusca contou a Tribuna da Bahia que não troca o pão por nada. Inclusive, quando morava fora do bairro, ia até a Delicatessen só para comprar o alimento “Eu sou fã desse pão daqui, então nem olho para o preço. Mas acredito que deveria ser mais barato sim. Por ser um gênero de primeira necessidade e que faz parte da cultura do brasileiro. Todo mundo come pão e quem não come, gostaria de comer. Inclusive nesse sentido, não só o pão, mas alguns outros alimentos deveriam haver intervenção governamental subsidiando ou de alguma forma, ajustando isso para que fosse acessível a todo brasileiro”.

Muita gente tenta substituir por outros produtos, mas o tradicional pãozinho é o preferido | Foto: Romildo de Jesus
Na Bellos Pães Delicatessen, que fica localizada na Baixa de Quintas, o preço do quilo do pão está R$ 15. A proprietária da Delicatessen, Beatriz Mascarenhas conversou com a Tribuna sobre o reajuste do preço: “Temos mais de um ano sem aumentar o preço do pão. A unidade sai por aproximadamente R$ 0,70. E se aumentarmos, pode reduzir a quantidade da compra, mas não deixa de ter clientes comprando aqui. O que comprava seis pães, passará a comprar cinco ou quatro”.
Prova disso, que a aposentada Iraildes Fernandes estava no local comprando.Ela falou que o preço ainda não é dos melhores, mas é difícil ficar sem o pãozinho: “Barato, não está. Houve um tempo que substituí por batata doce, aipim, cuscuz. Mas por pouco tempo. Foi mais para variar e não por conta do preço. Eu acabo não conseguindo ficar sem meu pãozinho”, concluiu a aposentada.
A Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo) explica que o aumento do preço do pão não se deve por conta do trigo, que é o principal ingrediente. Se deve mais aos impostos e a inflação do país. A Tribuna da Bahia tentou contato com o Sindicato da Indústria de Panificação e Confeitaria da Cidade do Salvador (Sindipan), mas não obteve retorno até o encerramento da matéria.
Tribuna/Foto: Romildo de Jesus


