Empreendedores têm visto essa demanda crescer e estão investindo em mais variedades para o setor
Por Hieros Vasconcelos Rêgo
2023 terminou e reforçou o que muita gente já sabe: os animais são um dos melhores amigos dos homens. Em diversas circunstâncias, foram eles os que estiveram próximo dos seus donos, dando-lhes forças nos momentos difíceis e fazendo companhia nos momentos mais complicados. Nas redes virtuais, os animaizinhos fizeram bastante sucesso em vídeos e brincadeiras ao lado dos seus donos, conquistando corações e mostrando que são bastante espertinhos.
Esse sucesso todo não é a toa e os números vem mostrando que os animais de estimação estão em todos os cantos e famílias: no ano passado houve um crescimento na indústria de produtos bichos de estimação em torno de 11,6% em seu faturamento.
Pelo menos é o que apontou a Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação, levando m consideração os números até o 1º semestre de 2023.
O cuidado mais humanizado, a vontade de ver os bichos mais felizes e confortáveis foram alguns dos tantos motivos que fizeram essa indústria crescer.
Os empreendedores têm visto essa demanda crescer e por isso tem investido no setor com várias opções: refeições naturais, creches, lavanderias especializadas, spas, festas para pets, serviço funerário, pet sitter, plano de saúde, docerias, locais para festas, entre outras demandas que geram negócios super lucrativos e estão em curva ascendente.

Procura por produtos tem crescido, impulsionando o lucro das empresas do setor | Foto: Romildo de Jesus
A comerciante Viviane Santana, 33 anos, viu no mundo dos animais uma chance de ganhar dinheiro e trabalhar com o que gosta. Mãe de cinco cachorrinhos e de uma calopsita, ela montou uma loja virtual com adereços e mimos para os animais. “Minha mãe sempre costurava roupinhas pras minhas cachorrinhas e daí meus amigos foram perguntando se não podiam comprar algumas. Daí vimos a oportunidade de negócios. Hoje tem gente de diversos estados que compram nossas roupinhas e adoram”, conta.
Em Salvador, o mercado também tem crescido. Dona de uma loja na Rua do Canal, no Rio Vermelho, Ricardo Nunes tem notado um crescimento na busca por rações de aves. “Temos notado que nos últimos nesses aumentou muito a procura de ração para calopsitas. são animais carinhosos, que não dão tanto trabalho. Não ficam presos em gaiolas”, explica.
Conforme a Abinpet, há cerca de 167,6 milhões de pets no Brasil, sendo 67,8 milhões de cães e 33,6 milhões de gatos. Com isso, existe no Brasil mais de 285 mil empresas voltadas para os pets, o que torna o país o terceiro maior mercado pet do mundo, com uma participação de 5,1%, atrás apenas dos Estados Unidos e do Reino Unido, com base em levantamentos do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
A gestora estadual do segmento pet no Sebrae-SP (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) Vanessa Lima afirma que o setor tem proporcionado novas oportunidades de negócios para os empresários, principalmente nos últimos três anos.
“Ainda que tenham surgido diversas ofertas, o mercado ainda carece de serviços especializados para gatos, animais com deficiência e animais idosos, por exemplo. Até mesmo o número de creches não comporta a demanda, tendo em vista a diminuição do home-office com o fim da pandemia. A tecnologia no setor ainda precisa ser bastante explorada, trazendo oportunidades para quem quer investir nesse mercado”, afirma Vanessa.
Tribuna/Foto: Romildo de Jesus


