No comparativo com 2023, o relatório da corporação aponta aumento de 174% no número de resgates e capturas de animais silvestres na capital baiana em 2024
Por Livia Veiga
A aparição de animais silvestres e exóticos em vias urbanas e áreas residenciais tem se tornado cada vez mais frequente e segundo dados do Grupo Especial de Proteção Ambiental (Gepa), da Guarda Civil Municipal (GCM) de Salvador, entre janeiro e agosto deste ano, o número de resgates e capturas subiu, aproximadamente, 31% em relação ao mesmo período de 2024. Os meses de janeiro, março e maio alavancaram as estatísticas, e este ano já foram 4.619 casos.
Do total, 4.150 são invertebrados, 70 serpentes, 90 mamíferos, 59 répteis em geral (lagartos, iguanas, crocodilos, tartarugas, cágados e afins), 73 aves e 186 animais marinhos. Destes, 250 filhotes e 36 estavam debilitados. Dentre os animais com maior número de resgates estão: tenébrios, tartarugas marinhas, sariguês (gambás), jiboias, jabutis, minhocas californianas, gaviões, saguis, corujas e pássaros.
As subregiões de Salvador com maior frequência de casos registrados, até o último mês, são: Região Metropolitana, com 4.148 atendimentos (4.147 deles, na Via Parafuso – Ceasa); Itapuã/Ipitanga, com 236; Barra/Pituba, com 90; Centro/Brotas, com 38; Liberdade/São Caetano, com 30; Subúrbio/Ilhas, com 25; Cajazeiras, com 16; Cabula/Tancredo Neves, 14; Pau da Lima, com 12; e Cidade Baixa, nove.
No comparativo com 2023, o relatório da corporação aponta aumento de 174% no número de resgates e capturas de animais silvestres na capital baiana em 2024. Segundo o Gepa, o alto índice de recuperação desses animais pode ser atribuído ao processo de sensibilização que a GCM de Salvador vem realizando através de cursos e palestras voltadas para a proteção ambiental.
A GCM orienta que não é recomendável tentar capturar os animais por conta própria e que ao identificar um animal silvestre em situação de risco, o cidadão deve acionar os canais oficiais para garantir a segurança de todos. Em caso de solicitação para resgate de animais, denúncia de maus tratos, invasão de terra, desmatamento e supressão de vegetação, dentre outras, a população pode acionar o Gepa pelos telefones (71) 3202-4323 e (71) 3202-5343, que estão integrados ao Centro de Inteligência, Comando e Videomonitoramento (CICOMV).
Segundo a corporação, os procedimentos operacionais para resgate de animais silvestres seguem padrões estabelecidos por protocolos do Ibama, Inema e GCM, sendo que o animal é resgatado pela equipe do Gepa. Após a apreensão ou resgate, os animais são encaminhados para órgãos como o Núcleo Regional de Ofiologia e Animais Peçonhentos da Bahia da Universidade Federal da Bahia (Noap/Ufba) ou um dos Centros de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) vinculados ao Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema).
Caso seja uma tartaruga marinha, o destino será o projeto Tamar. Para o caso de aves marinhas, e mamíferos marinhos, os animais serão encaminhados para o Instituto Mamíferos Aquáticos (IMA). Nestes centros, os animais são identificados taxonomicamente – por reino, filo e classe -, passam por triagem e, a depender da situação, são submetidos a procedimentos veterinários para reabilitação. Posteriormente, serão devolvidos à natureza.
Tribuna/Foto: Divulgação


