De acordo com o levantamento, o comércio baiano também teve desempenho positivo no acumulado do primeiro trimestre de 2026, com crescimento de 4,5%, acima da média nacional, que ficou em 2,4%
Por Marcos Vitório
As vendas do comércio varejista na Bahia apresentaram queda de 2,2% entre fevereiro e março de 2026, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC). O resultado foi o pior do país no período e ficou abaixo da média nacional, que registrou crescimento de 0,5%. Apesar do recuo mensal, o setor segue em trajetória de crescimento quando comparado ao mesmo período do ano passado.
Na comparação entre março de 2026 e março de 2025, o comércio baiano avançou 6,3%, completando 12 meses consecutivos de crescimento. O desempenho ficou acima da média brasileira, de 4%, e colocou a Bahia entre os estados com melhor resultado no país. Segundo o IBGE, o crescimento foi impulsionado principalmente pelos segmentos de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, que cresceram 5,2%, além do setor de artigos de uso pessoal e doméstico, com alta de 18,4%.
De acordo com o levantamento, o comércio baiano também teve desempenho positivo no acumulado do primeiro trimestre de 2026, com crescimento de 4,5%, acima da média nacional, que ficou em 2,4%. Já no acumulado dos últimos 12 meses encerrados em março, o avanço foi de 3,9%, também superior ao índice nacional, de 1,8%.
Entre os setores que mais contribuíram para o crescimento do varejo na Bahia estão os supermercados, responsáveis pela maior influência no resultado geral devido ao peso que possuem na economia do estado. Outro destaque foi o segmento de equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação, que registrou alta de 58,7% em relação a março do ano passado. Por outro lado, alguns setores seguem em queda, como tecidos, vestuário e calçados, que acumulam dez meses consecutivos de retração, e livros, jornais, revistas e papelaria, em baixa há mais de três anos.
O varejo ampliado, que inclui veículos, material de construção e atacado alimentício, também apresentou retração de 1% na passagem de fevereiro para março. Ainda assim, no comparativo anual, o crescimento foi expressivo: 11,7% frente a março de 2025, resultado superior à média nacional de 6,5%. As vendas de veículos cresceram 22,7%, enquanto o setor de material de construção avançou 13,3%.
A expectativa é identificar quais cidades concentram os maiores polos produtivos do estado e qual a posição da Bahia no cenário industrial brasileiro. Tradicionalmente, municípios como Camaçari, Feira de Santana e Salvador aparecem entre os principais centros industriais baianos, impulsionados pelos setores petroquímico, automotivo, alimentício e de transformação.
Além dos números, o IBGE destaca que os resultados refletem o comportamento do consumo das famílias, a recuperação gradual do mercado de trabalho e fatores econômicos que influenciam diretamente o poder de compra da população. Os dados completos estarão disponíveis na Agência IBGE Notícias e poderão servir como base para análises sobre os impactos no comércio, na indústria e na geração de empregos na Bahia ao longo de 2026.
Tribuna/Foto: Romildo de Jesus/Tribuna da Bahia


