O equipamento nasceu da observação de um problema recorrente nas escolas: a dependência de um funcionário para acionar manualmente o sinal. A partir do interesse de alunos por robótica e eletrônica, o professor Matheus Oliveira propôs a construção de um protótipo utilizando kits de Arduino, envolvendo pesquisa aplicada e testes sucessivos até chegar a um sistema programável, conectado à energia elétrica, com definição prévia de dias e horários de funcionamento.

Em fase de testes desde outubro, no CETI Junco, o AltTime ganhou, em 2026, nova estrutura física e código reformulado, ampliando sua autonomia. Neste mês de fevereiro, o protótipo passou a ser testado na Escola Municipal Antônio Alves da Silva, fortalecendo a integração entre as redes. A gestora Priscila de Oliveira Santana destaca o alcance da iniciativa. “Reafirmo nosso compromisso com uma educação que valoriza a ciência e o protagonismo estudantil. O AltTime evidencia como o conhecimento construído em sala de aula pode gerar soluções concretas e beneficiar diretamente a comunidade escolar”.
Para os estudantes, a experiência consolida aprendizado e propósito. Matheus de Souza Silva resume o impacto do projeto. “Criamos o AltTime para otimizar a gestão e evitar interrupções no trabalho escolar. Foram muitos testes até chegar a um modelo funcional e replicável. Hoje, nosso objetivo é compartilhar esta tecnologia com outras escolas e ampliar os benefícios para além da nossa unidade”, afirma, ao lado dos colegas Guido Neto e Davi Miranda, que, juntos, idealizaram e criaram o projeto.
Tita Moura – Ascom/SEC
Fotos: acervo pessoal


