A estimativa do instituto era de que o preço da cesta de Natal deste ano seria 4,5% maior do que a do ano passado
Por Livia Veiga
A ceia natalina está 2,01% mais cara este ano, segundo o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), divulgado nesta quarta-feira (17) pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE). Dentre os itens mais demandados nas confraternizações de fim de ano, os maiores reajustes foram da caixa de bombom (+12,39%), da azeitona verde com caroço (+12,21%), do suco néctar de laranja (+9,79%) e do peru (+6,69%).
“Na Cesta de Natal incluímos produtos típicos das cestas prontas, enquanto nos itens de Natal consideramos aqueles cujo consumo se intensifica neste período. E, apesar da leve alta, o resultado da Cesta de Natal reflete um ambiente de preços mais comportado em relação a anos anteriores, em linha com a desaceleração da inflação ao longo de 2025”, explicou Guilherme Moreira, coordenador do IPC-FIPE.
A estimativa do instituto era de que o preço da cesta de Natal deste ano seria 4,5% maior do que a do ano passado. Mas, na prática, trata-se da menor variação desde 2019, quando a alta foi de 3,19%, e como aponta a FIPE, houve aumento de preços em quase todos os itens analisados neste fim de ano. “Tá tudo mais caro, né? O chocolate e o peru assustaram um pouco. A gente acaba comprando menos ou trocando por uma marca mais em conta, mas o Natal não dá pra deixar passar em branco”, disse a auxiliar de escritório Carla Beatriz, de 38 anos, enquanto fazia compras para a ceia. Nesta linha, o aposentado José Antunes sugere o equilíbrio como estratégia: “corta aqui, aproveita promoção ali e dá pra fazer a ceia”.
O estudo considera produtos tradicionalmente presentes nas ceias de fim de ano, como peru, lombo de porco, atum sólido, macarrão espaguete, caixa de bombom, panetone com frutas cristalizadas, vinho tinto, champagne, sucos néctar de laranja e morango, molho de tomate, azeitona verde com caroço, palmito, queijo ralado e azeite de oliva extra-virgem. Dentre eles, o azeite de oliva registrou queda expressiva de 21,65%, ajudando a conter uma alta maior da cesta. A fundação também analisou outros itens típicos do período: o bacalhau apresentou alta de 7,26%, enquanto o filé mignon subiu 7,76% e a picanha, 5,72%. Por outro lado, alguns produtos registraram queda de preços, como o sorvete (-2,33%), o morango de feira (-0,88%) e o pêssego (-1,57%).
Foto: Romildo de Jesus/Tribuna da Bahia


