Em termos absolutos, como destaca o IBGE, o avanço baiano (mais R$ 17,500 bilhões) foi o nono maior, num ranking liderado por São Paulo (mais R$ 240,797 bilhões), Rio de Janeiro (mais R$ 43,401 bilhões) e Minas Gerais (mais R$ 32,049 bilhões)
Por Livia Veiga
Dados da Pesquisa Anual de Serviços (PAS), divulgada nesta quarta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que entre 2022 e 2023, o setor de serviços na Bahia registrou crescimento, tanto no número de empresas formais, quanto no de trabalhadores, que atingiram seus patamares mais altos, para o estado, nos 17 anos da série histórica recente do estudo.
Conforme o levantamento, em 2023, atuavam na Bahia 67.532 empresas formais de serviços não financeiros, 16,9% a mais do que em 2022, o que representou mais 9.784 empresas de serviços, de um ano para o outro; o segundo avanço consecutivo para o estado. De acordo com o IBGE, o estado manteve a sétima posição nacional e a liderança do Norte-Nordeste no número de empresas formais de serviços.
A pesquisa aponta que neste período, também houve avanço nominal (sem descontar a alta de preços) da receita bruta dos serviços na Bahia, o que fez o estado manter a sua participação na receita bruta total do setor no Nordeste, em 30,1%. Ela ficou em R$ 104,941 bilhões, um novo recorde na série histórica e 20,0% maior do que a de 2022 (que havia sido de R$ 87,441 milhões).
Em termos absolutos, como destaca o IBGE, o avanço baiano (mais R$ 17,500 bilhões) foi o nono maior, num ranking liderado por São Paulo (mais R$ 240,797 bilhões), Rio de Janeiro (mais R$ 43,401 bilhões) e Minas Gerais (mais R$ 32,049 bilhões). Apesar disso, os resultados da receita bruta total do setor não são tão otimistas, conforme análise apresentada no estudo.
Isso porque, quando analisada o recorte temporal de 10 anos, comparando os dados frente a 2014, quando respondia por 32,5% do total, o estado foi o que mais perdeu participação na região Nordeste. O Ceará, que passou de 15,9% para 18,3%, e Alagoas, de 4,0% para 5,0%, foram os que mais ganharam em receita bruta total do setor.
Atividades em alta
O crescimento no setor empresarial formal de serviços na Bahia, entre 2022 e 2023, foi puxado pelas atividades de serviços profissionais, administrativos e complementares, como informa o IBGE. A título de esclarecimento, as empresas desse segmento incluem: aquelas de seleção, agenciamento e locação de mão de obra; agências de viagens e operadoras de turismo; serviços de vigilância, segurança e transporte de valores; serviços diversos prestados às empresas, entre outros.
O segundo maior aumento no número de empresas de serviços no estado, no referido período, veio do transporte rodoviário, que passou de 4.974 para 6.430, no período (+29,3% ou +1.624), e puxou a alta do grupo transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (+26,8%, chegando a 7.688 empresas em 2023). Por sua vez, a maior queda absoluta no número de empresas ocorreu entre os serviços de alojamento e alimentação, de 10.504 para 10.272 (-232, ou -2,2%).
Panorama nacional
Os dados apurados pelo instituto indicam que no Brasil como um todo, também houve crescimento no tamanho do setor de serviços, de 1.649.654 empresas ativas em 2022 para 1.739.946 em 2023, número recorde nos 17 anos da série histórica, com mais 90.292 empresas ou +5,5% em um ano. Das 27 unidades da Federação, 22 viram o setor se expandir nesse período. O aumento absoluto no número das empresas formais de serviços na Bahia (+9.784) foi o terceiro maior dentre os estados, inferior somente aos registrados em São Paulo (+39.886) e Paraná (+21.295). Rio Grande do Sul (-18.931), Rio de Janeiro (-3.461) e Distrito Federal (-519) tiveram as quedas absolutas mais profundas.
Tribuna/Foto: Divulgação/Reprodução


