Acreditem: BRUNO REIS, V. Exa., Prefeito de Salvador, sobre o Morro Ipiranga, em particular:
“…uma área verde, quase em frente ao Clube Espanhol que não serve para nada, não gera um real de imposto para Salvador e a Prefeitura desafetou uma área que está quase sem vegetação, eu quero que vocês vão lá verificar e a vegetação que existe a pouco é fácil ser feito o trans-plantio ou o replantio com a política de compensação de arvores, uma área que era avaliada por 4 milhões de reais e nós levamos para leilão e foi arrematada por 16 milhões de reais, uma área que não pagava IPTU, vai pagar IPTU…”
(Chega ser hipócrita a argumentação de V. Exa. Prefeito Bruno Reis sobre o lucro de 12 milhões para Prefeitura de Salvador que arrecada 12,4 bilhões de reais anuais)

Infeliz mentalidade expressada pelo “Funcionário Público 01” da cidade de Salvador, V. Exa. Bruno Reis, se confessa um retrógado à contramão do mundo civilizado por ainda insistir na infeliz ideia de que o desenvolvimento está atrelado a edificações monstruosas e muito concreto, chegando ao ponto de esconder rios, transformando-os em autênticos esgotos submersos para cobrir a incompetência em lidar com recursos naturais. Hipocritamente, edificam parquinhos propiciando diversão e o fuzuê corre solto.
A grande população aplaude sem um mínimo de consciência socioambiental. O Largo da Mariquita e a entrada do Vale das Pedrinhas são típicos exemplos dessas obras de fachada. É difícil, mas temos que aceitar que 80% dos soteropolitanos reconduziram Bruno ao cargo de “Funcionário Público 01” – uma pessoa que traz consigo a marca de pouco caso aos anseios universais em relação ao meio ambiente.
Ei, Bruno! Independente de você ser de direita, esquerda ou seja lá o que for, o mundo mudou. Todos nós passamos a ser ambientalistas. Os PDDUs voltam-se ao ambiental e entre o HOMEM e o MEIO AMBIENTE passou a existir um laço movido a pura “simbiose”. Para quem desconhece o sentido, é a relação mútua e vantajosa entre dois organismos vivos e de espécies diferentes, tal qual é a estreita relação entre a orquídea e seu caule hospedeiro.
Ei, Bruno! Leia um porco mais, viaje um pouco mais focando no mundo civilizado onde é possível ver que o desenvolvimento está atrelado à qualidade de vida de sua população. Procure saber um pouco sobre as “CIDADES ESPONJAS”, onde áreas urbanas armazenam e reutilizam a água da chuva e por processos naturais limpam e filtram evitando, inclusive, inundações, aumentam a biodiversidade, contribuem para a saúde ecológica dos centros urbanos.
Ei, Bruno! Você não precisa nem espoliar o erário público com viagens ao exterior para ter acesso a modelos que estão dando certo, vá a Curitiba onde os parques Barigui, São Lourenço, Tingui e Atuba atuam como esponjas, além de outros parques que foram criados, como Mairi Garrincha e Yberê para preservar as faixas de drenagem.
Ei, Bruno! Se quiser fazer uma viagenzinha internacional com o mesmo propósito, vá para Holanda ou para Copenhague que encontrará parques inundáveis. Ou melhor, vá… não importa para onde, mas vá aprender um pouco sobre pessoas vivendo bem em seu hábitat.
Ei, Bruno! Não fique a mercê das grandes construtoras, o PDDU é feito para servir à população da cidade de Salvador e não é um conjunto de regras para servir ao poder especulatório de corporações que desconhecem o que é a qualidade de vida da grande população, interessam-se exclusivamente em vender uma bolha de esplendor unifamiliar à um público abastado e… que se dane o mundo em volta.
Ei, Bruno! No dia 30/04/2024, estava em Porto Alegre com passagem de volta para 02/05/2024. Voltei no dia 15/05/2024 por força da catástrofe que me obrigou a ficar em Porto Alegre por 14 dias. Jamais vi tamanha intimidade entre a o amor e a dor – no particular posso lhe relatar tudo se quiser, mas no momento ao público digo e repito a quem quiser escutar: a tragedia ocorrida em Porto Alegre foi causada pelos irresponsáveis gestores públicos incluindo a Câmara de Vereadores de Porto Alegre, por terem vendido suas consciências às Grandes Corporações Imobiliárias pela elaboração dos PDDUs facciosos ao longo de 40 ou 50 anos.
Porto Alegre jamais poderia ter se verticalizado como foi. Porto Alegre jamais poderia ter invadido o Guaíba como invadiu. Porto Alegre teria sido muito mais alegre se consciências não estivessem à venda.
Ei, Bruno! Pense mais na qualidade de vida dos que 80% que lhe elegeram.
Ei, Bruno! Dentre os 20% que deixaram de votar em você, tem um pedacinho aguerrido e forte composto por formadores de opinião, estes sabem perfeitamente que sua ARGUMENTAÇÃO É HIPÓCRITA AO TENTAR EXPLICAR O LUCRO DE 12 MILHÕES PELA VENDA DO TERRENO DESAFETADO NO MORRO IPIRANGA. Bruno, você administra um orçamento de 12,4 bilhões… por favor, não nos trate como idiotas. É explícita a intenção de colocar Salvador à venda ou colocar a prefeitura de Salvador a serviço das Grandes Construtoras.
Ei, Bruno! Tenha certeza que de hoje em diante 100% dos votos passam a ser ambientalistas em se tratando da qualidade de vida na Cidade de Salvador, direita ou esquerda passam a ser questões relativas quando, por exemplo, o Rio CAMARAJIPE FEDE ou quando a SOMBRA ALCANÇA OS SURFISTAS DE JAGUARIBE ou quando V. Exa. se refere ao MORRO IPIRANGA como uma ÁREA QUE NÃO SERVE PARA NADA, SEM VEGETAÇÃO E NENHUMA UTILIDADE ou ainda por permitir que a ODEBRECHT tente sombrear a PRAIA DO BURACÃO.
Ei, Bruno! Estamos todos de olho em V. Exa. Funcionário Publico 01 da Cidade de Salvador.
Miguel Sehbe
SOS BURACÃO


