A Europa passa atualmente por um de seus conflitos mais devastadores em décadas
Por Julia Braun, da BBC News Brasil
A Europa passa atualmente por um de seus conflitos mais devastadores em décadas. Ao mesmo tempo, o Leste Asiático, apesar de não estar em guerra, também não vive um momento exatamente pacífico, com disputas territoriais e brigas por influência.
E uma guerra brutal entre Israel e Hamas disseminou uma onda de violência e instabilidade em todo o Oriente Médio, que agora vê um momento de pausa graças a um acordo de cessar-fogo.
Com tudo isso, analistas, lideranças militares e governos ao redor do mundo já começam a falar na possibilidade de um conflito expandido, de proporções globais, entre as principais alianças atuais.
E, segundo especialistas consultados pela BBC News Brasil, muito disso está ligado à memória das duas guerras mundiais anteriores. Historiadores afirmam que a forma como ambos os conflitos começaram a se desenvolver nos deixam pistas para interpretar o momento atual e até antecipar a possibilidade de uma nova guerra.
Um olhar atento às circunstâncias que levaram o mundo a duas guerras globais revela pelo menos seis fatores que aumentam o risco de conflitos regionais se ampliarem através de continentes.
Nacionalismo e imperialismo
Para Juliette Pattinson, historiadora e professora de Estudos da Guerra da King’s College de Londres, um dos fatores comuns à 1ª e 2ª guerras — e que também foi central para dar início a diversos outros conflitos — é a emergência de sentimentos nacionalistas e imperialistas dentro dos Estados. “Muitos territórios ou países recém-formados têm a tendência de querer se afirmar no cenário mundial, formar um império ou crescer militarmente”, disse à BBC News Brasil.
“E todo esse nacionalismo e imperialismo pode levar a suspeitas mútuas entre países, o que realmente aumenta a tensão. E em muitos casos há uma sensação de que a honra nacional está em jogo.”
Tribuna/Foto: Divulgação/Internet


