O presidente Lula (PT) enfrenta alguns dilemas para mexer nas peças do tabuleiro de seu governo na reforma ministerial, o que tem retardado as decisões.
Uma delas é o fato de que ministros que serão candidatos a cargos eletivos em 2026 terão que se desincompatibilizar em março do próximo ano, permanecendo apenas por 12 meses à frente das pastas que assumirem agora.
É o caso, por exemplo, do ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha. Cotado para a pasta da Saúde, ele teria pouco tempo para implantar políticas de impacto na área.
O ministério sofreria também com a descontinuidade da breve gestão. Interlocutores do presidente tem feito o alerta, e defendido que Padilha, que deve deixar as Relações Institucionais, ocupe outro cargo no governo.
A presidente do PT, Gleisi Hoffmann também deve ser candidata em 2026. Mas ela está cotada para pastas que enfrentariam menos problemas do que a Saúde com uma gestão breve e descontinuada.
Mônica Bergamo/Folhapress


