Em Salvador, o mercado de vendas comerciais registrou 1.522 anúncios em agosto, com uma variação de -0,11% no mês
Por Vitor Silva
Os últimos dados do Índice FipeZAP mostram que os preços de venda de salas e conjuntos comerciais de até 200 m² apresentaram uma leve queda de 0,12% em agosto de 2024. Em contrapartida, os preços de locação desse segmento subiram 0,41%. Quando comparados, o IPCA/IBGE registrou uma deflação mensal de 0,02%, enquanto o IGP-M/FGV apresentou uma alta de 0,29%.
Em Salvador, o mercado de vendas comerciais registrou 1.522 anúncios em agosto, com uma variação de -0,11% no mês. No acumulado de 2024, a alta é de 2,55%, e nos últimos 12 meses, a variação totaliza 4,53%. O preço médio de venda ficou em R$ 5.179/m².
No setor de locação, foram contabilizados 1.206 anúncios, com uma variação positiva de 0,45% em agosto. O acumulado do ano é de 1,94%, e em 12 meses, a alta é de 8,83%. O preço médio de locação foi de R$ 49,63/m², resultando em um rendimento (renda yield) de 0,79% ao mês, ou 9,48% ao ano.
Os bairros com maiores valores de venda incluem: Pernambues: R$ 7.016/m² (+10,7% em 12 meses); Caminho das Árvores: R$ 6.938/m² (+24,01%); Ondina: R$ 6.336/m² (+1,2%); Rio Vermelho: R$ 5.404/m² (+2,8%); Pituba: R$ 5.336/m² (+2,8%); Brotas: R$ 4.760/m² (-1,2%); Graça: R$ 4.430/m² (-13,8%); Itapuã: R$ 3.351/m² (+8,0%); Centro: R$ 2.492/m² (+9,3%); Comércio: R$ 2.044/m² (-14,0%).
Os principais bairros para locação são: Caminho das Árvores: R$ 52,27/m² (+5,6%); Pernambues: R$ 50,27/m² (+11,8%); Barra: R$ 48,67/m² (-12,7%); Rio Vermelho: R$ 45,46/m² (+18,7%); Pituba: R$ 42,07/m² (+42,07%); Brotas: R$ 42,06/m² (+4,7%); Ondina: R$ 41,78/m² (+4,7%); Itapuã: R$ 40,12/m² (+14,3%); Centro: R$ 28,10/m² (+31,9%); Comércio: R$ 18,88/m² (+2,2%).
A corretora Andreia Santos avaliou o primeiro semestre de 2024 como “bom” para a prospecção de locação. Segundo ela, os principais obstáculos nas contratações estão relacionados às pendências financeiras dos clientes, com o índice de inadimplência sendo um fator crítico para a conversão. “O nível de inadimplência diminuiu o poder de compra das pessoas. Elas fazem projeções de aquisição, mas não conseguem arcar com os custos”, observa. Em relação a preços, a corretora destaca o centro de Salvador e Brotas como opções atrativas. As regiões mais procuradas incluem Barra, Ondina e Federação.
Cenário nacional
Analisando as 10 localidades monitoradas no Brasil, as variações mensais nos preços de venda foram: Curitiba (+1,49%), Niterói (+0,93%), Brasília (+0,78%), São Paulo (+0,17%), Florianópolis (+0,13%), Salvador (-0,11%), Campinas (-0,13%), Porto Alegre (-0,21%), Belo Horizonte (-0,46%) e Rio de Janeiro (-1,27%). No que diz respeito aos preços de locação, as variações foram: Curitiba (+1,64%), Belo Horizonte (+0,92%), Niterói (+0,60%), Salvador (+0,45%), São Paulo (+0,44%), Campinas (+0,33%), Rio de Janeiro (+0,11%), Porto Alegre (0,00%), Brasília (-0,04%) e Florianópolis (-1,58%).
No acumulado de 2024, os preços de venda subiram 0,18%, enquanto o aluguel comercial teve uma média de 5,65%. Comparando, o IPCA e o IGP-M apresentaram altas de 2,85% e 2,00%, respectivamente. Ao analisar os últimos 12 meses, os preços de venda se mantiveram estáveis, enquanto os aluguéis valorizaram 7,35%. Os índices de referência mostraram variações de +4,24% (IPCA) e +4,26% (IGP-M).
O valor médio de salas e conjuntos comerciais em agosto foi de R$ 8.406/m² para venda e R$ 44,60/m² para locação. São Paulo continua sendo a cidade com os preços mais altos, alcançando R$ 10.108/m² para venda e R$ 53,20/m² para locação.
A relação entre preço médio de locação e de venda permite calcular a rentabilidade, conhecida como rental yield. Em agosto de 2024, o retorno médio do aluguel de imóveis comerciais foi de 6,57% ao ano, superior à rentabilidade dos imóveis residenciais, que foi de 5,97% ao ano.
Apesar da alta, ambas as taxas ficaram abaixo do retorno médio projetado para aplicações financeiras. Entre as localidades monitoradas, as taxas de retorno foram: Salvador (9,48% a.a.), Campinas (7,66% a.a.), São Paulo (6,61% a.a.), Porto Alegre (6,38% a.a.), Brasília (6,36% a.a.), Florianópolis (6,28% a.a.), Rio de Janeiro (6,18% a.a.), Belo Horizonte (6,14% a.a.), Niterói (6,00% a.a.) e Curitiba (5,70% a.a.). Esses dados refletem um mercado comercial dinâmico, com variações significativas de acordo com a localização e a segmentação.
Tribuna/Foto: Romildo de Jesus


