Mais de 50 graduandos do Curso de Medicina Veterinária da Faculdade Ages em Jacobina foram imunizados com a primeira dose
Na última terça-feira (07), a Liga Acadêmica de Clínica e Cirurgia em Animais de Pequeno Porte, do Curso de Medicina Veterinária da Ages em Jacobina, em parceria com o Núcleo Regional de Saúde (NRS) realizaram a imunização com a Vacina Antirrábica Humana, primeira dose, em mais de 50 alunos. Na próxima semana, os graduandos serão imunizados com a segunda dose da vacina.
A Vacinação Antirrábica Humana é a forma mais segura de prevenção da raiva humana. A imunização deve ocorrer previamente à uma possível exposição e, especialmente, em profissionais que atuam sob o risco da doença, como: médicos veterinários, adestradores, equipes de banho e tosa de pets shops, profissionais da área de controle de zoonoses, dentre outros. A imunização humana não invalida a necessidade da vacinação animal. No Brasil, a Campanha Antirrábica Animal acontece, todos os anos, entre os meses de agosto e setembro.
De acordo com a docente e coordenadora adjunta de Grande Área da Faculdade Ages em Jacobina, instituição pertencente ao Ecossistema Ânima, a zootecnista Dra. Mayara Miranda, a raiva é uma doença infecciosa, causada por vírus da família Rabhdoviridae, que acometem estruturas do sistema nervoso central de mamíferos, inclusive o homem, provocando o surgimento de agravos à saúde e morte, em quase 100% dos casos.
Segundo informações da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), o último caso de raiva humana transmitida por cão na Bahia ocorreu em 2004, em Salvador. Treze anos depois, em 2017, ocorreu outro caso em humano, que evoluiu para óbito. Desta vez, provocada pela mordida de morcego, no município de Paramirim.
Mestre em Ciências Animais e doutora em Zootecnia, Dra. Mayara explica: “Estão mais susceptíveis à doença, humanos em contato próximo aos animais, estando expostos a sua saliva e arranhões, portanto, principalmente profissionais que atuam diretamente com animais, a exemplo de médicos veterinários e estudantes”.
Entre os principais sintomas desencadeados em humanos, a raiva provoca febre, infecção, delírios, espasmos musculares involuntários, generalizados e até convulsões, além de espasmos dos músculos da laringe, faringe e língua quando o paciente tenta ingerir líquido.
O Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza a vacina contra a raiva para as pessoas que forem mordidas por animais, domésticos ou silvestres (principalmente morcegos). Essa não é uma vacina que pode ser tomada a qualquer momento da vida. No entanto, de forma preventiva, a profilaxia de raiva deve ser ministrada em profissionais que atuam sob o risco da doença.

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