Líder do PP na Câmara Federal, o deputado Doutor Luizinho (RJ) disse nesta segunda-feira (8) a este Política Livre que é uma “operação complexa” a formação de uma federação entre o partido, o União Brasil e o Republicanos. Ele afirmou que a dificuldade está nos entendimentos nos estados, o que inclui a Bahia.
“Com certeza em muitos estados as dificuldades serão grandes. O que posso dizer é que as conversas com o Republicanos (para a formação de uma federação) estão avançadas, já com o União Brasil é mais complexa. O assunto só deverá ser retomado agora a partir de fevereiro”, declarou Doutor Luizinho.
Questionado se, em caso de concretização, o comando nacional da federação ficaria com o senador Ciro Nogueira (PI), atual presidente do PP no Brasil, o líder pepista respondeu que “com certeza”. Já nos estados, por conta do tamanho e dos interesses municipais dos partidos, é que a dificuldade de entendimento seria maior.
Vale lembrar que, ao formarem uma federação, os partidos atuar como uma única legenda, compartilhando a mesma presidência, fundo eleitoral e tempo de televisão. Além disso, devem ter um único candidato em disputas majoritárias e oficializarem coligações juntos. Isso por um período mínimo de quatro anos.
Na Bahia, as dificuldades começam no fato de que uma parte do PP apoia o governo Jerônimo Rodrigues e outra está ao lado do grupo liderado pelo ex-prefeito ACM Neto (União). No interior, as duas legendas são antagônicas em diversas disputas municipais, embora na capital a tendência é que os pepistas apoiem a reeleição do prefeito Bruno Reis (União), que defende a federação.
A federação, em solo baiano, interessa mais ao União Brasil, que, em tese, por ter mais deputados federais, teria o controle do grupo. O problema seria convencer o presidente do PP da Bahia, deputado federal Mário Negromonte Júnior (PP), que já disse ao Política Livre ser contra ideia.
Um dos maiores entusiastas da federação é o deputado federal Elmar Nascimento (União), pois seria uma forma de facilitar o caminho dele para suceder o presidente da Câmara, deputado Arthur Lira (PP-AL), também a favor do “casamento”, que lhe daria força para, no futuro, assumir um ministério no governo do presidente Lula (PT) e a manter forte influência no Congresso Nacional.
Os únicos dois estados em que haveria um entendimento entre PP e União Brasil em torno de uma federação seriam Alagoas e Piauí. No primeiro, o comando ficaria com Arthur Lira. No segundo, com Ciro Nogueira.
Política Livre


