Em relação a igual mês do ano anterior, as vendas na Bahia cresceram 6,8%, sendo o oitavo consecutivo e quarto melhor resultado do país
O comércio varejista baiano expandiu as vendas em 1,5% em junho de 2023 frente ao mês imediatamente anterior. No cenário nacional, na mesma base de comparação, os negócios se mantiveram estáveis. Em relação a igual mês do ano anterior, as vendas na Bahia cresceram 6,8%, sendo o oitavo consecutivo e quarto melhor resultado do país, enquanto no Brasil o avanço foi modesto, com a taxa de 1,3%. No primeiro semestre, as variações também foram positivas em 3,9% e 1,3%, tanto no âmbito estadual como no federal. Os dados foram apurados pela Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), analisados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia vinculada à Secretaria do Planejamento.
Em junho, a expansão nos negócios se deve ao efeito base (uma vez que em igual período de 2022 as vendas recuaram 5,3%), ao aumento do salário mínimo verificado no mês passado, ao alívio da inflação, à expectativa de redução na taxa de juros e à melhoria no mercado de trabalho. Além desses fatores, contribuiu a força dos festejos juninos na Bahia, aliada à antecipação de parte do salário dos servidores pelo Governo do Estado, o que impulsionou ainda mais o varejo. O contexto resultou numa melhoria no otimismo do consumidor. Segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV), o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) do FGV IBRE avançou 4,1 pontos em junho, passando para 92,3, maior nível desde fevereiro de 2019 (94,5 pontos). Entretanto, ainda não é possível afirmar que o setor retomou a sua trajetória de crescimento, uma vez que a situação financeira das famílias continua insatisfatória, dado o elevado nível de endividamento, a despeito do programa do governo federal Desenrola Brasil.
tribuna/Foto: Romildo de Jesus


