O vice-presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia, Alexandre Naime, declarou que as variantes fazem parte da evolução natural do Sars-cov-2.
Por Vinicius Viana
Uma nova variante da Covid-19 acendeu o sinal de alerta da Organização Mundial da Saúde (OMS) e de infectologistas do Brasil. Desta vez, um homem de 75 anos, acamado e com comorbidades, apresentou os sintomas de síndrome gripal e febre persistente no dia 7 de abril da variante XBB.1.16 em São Paulo.
De acordo com a Secretaria Municipal da Saúde (SMS), ele foi encaminhado para atendimento em um hospital privado e recebeu alta médica no dia 27 de abril. O homem possui o esquema vacinal completo contra a Covid-19, inclusive, com a dose da Pfizer bivalente.
Ainda de acordo com a SMS, a variante está sendo monitorada pela OMS como uma variante de interesse, que até o momento não apresentou gravidade ou aumento no número de casos na cidade de São Paulo. Entre os principais sintomas causados pela nova variante estão irritação nos olhos (parecidos com conjuntivite), tosse seca e episódios febris.
Em entrevista à imprensa, o vice-presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia, Alexandre Naime, declarou que as variantes fazem parte da evolução natural do Sars-cov-2. Segundo o infectologista, a cepa Arcturus é “de interesse”, pois “Ela é uma subvariante da Ômicron, mais transmissível, e inicialmente mais predominante na Índia”, destacando que “em pouco tempo, ela seja a variante dominante em todos os países, incluindo o Brasil”, continuou.
Naime ressaltou que as vacinas são as principais armas contra quadros graves da doença. “Temos sim que manter a vigilância epidemiológica e a mensagem principal é a necessidade de se buscar o esquema vacinal completo, incluindo a dose de reforço com a vacina bivalente, que tem anticorpos contra a cepa Ômicron também, ela é nossa principal arma”, completou.
A Tribuna da Bahia entrou em contato com a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) e com a Secretaria Municipal da Saúde de Salvador (SMS) para saber se há registros de casos da variante XBB.1.16 na capital e no interior do estado e quais são os cuidados que a população deve ter para evitar a contaminação, mas não houve resposta até o fechamento desta matéria.
Foto: National Institute of Allergy and Infectious Diseases/ NIAID / Direitos reservados


