Salvador desponta em sétimo lugar no ranking de lugares mais caros para se comprar um imóvel
Por Vinicius Viana
Comprar um imóvel para sair do aluguel ou desfrutar das possibilidades que a capital baiana oferece está ficando cada dia mais caro, principalmente quando falamos dos bairros chamados de nobres como Barra, Ondina, Rio Vermelho e Caminho das Árvores.
De acordo com o Índice FipeZAP+, os preços de venda de imóveis residenciais em Salvador registraram alta +0,95% no mês de fevereiro e o metro quadrado mais caro está avaliado em R$ 7.810/m². No índice nacional, Salvador desponta em sétimo lugar no ranking de lugares mais caros para se comprar um imóvel. Campo Grande aparece no topo do ranking com alta +1,83%, seguido por Goiânia (+1,52%); João Pessoa (+1,25%); Manaus (+1,19%); Florianópolis (+1,03%) e Maceió (+1,02%)
O levantamento ainda mostrou quais são os bairros com o metro quadrado mais caro da capital baiana. A Barra aparece em primeiro lugar com R$ 7.810 /m², seguida do Caminho das Árvores com R$ 7.428 /m²; Ondina com R$ 6.781 /m²; Pernambués com R$ 6.751 /m²; Rio Vermelho com R$ 6.597 /m²; Itaigara com R$ 6.074 /m²; Pituba com R$ 5.990 /m²; Graça com R$ 5.743 /m²; Imbuí com R$ 5.547 /m² e Brotas com R$ 5.316 /m²
Apesar dos preços de venda de imóveis residenciais registraram alta de 0,38% em fevereiro em 2023, após avanço de 0,30% no mês anterior, em todo o Brasil, duas capitais não acompanharam o comportamento mensal do índice e registraram baixa no preço dos imóveis: Vitória (-1,97%) e Recife (-0,02%).
O diretor do Conselho Regional de Corretores de Imóveis da Bahia (CRECI) e dono de imobiliária, José Noel, explicou o motivo pelo qual os preços dos imóveis residenciais têm aumentado em Salvador.
“Houve um aumento expressivo no preço dos imóveis até o primeiro trimestre do ano passado. Esse aumento ocorreu por diversos fatores, principalmente pela redução substancial das taxas de juros de financiamento e também em razão da alta do INCC que elevou o custo da construção civil para imóveis ainda em construção. No entanto, com a subida brusca das taxas de juros (geralmente baseada na Selic) os financiamentos se tornaram pouco atrativos e isso deu uma freada no mercado. Mas, no geral, ainda existe um viés de alta de preços, mas não de forma tão ostensiva como em 2021 e até o início de 20222”, iniciou.
Por fim, o diretor da CRECI-BA detalhou os tipos de imóveis que apresentaram alta nos preços na capital baiana. “Os imóveis que ainda continuam em alta são os chamados subcompactos, a exemplo dos Smarts e outras tipologias semelhantes, pois são geralmente destinados à locação por temporada ou a um público mais jovem que não tem dinheiro para investir em imóveis maiores. Mas o mercado que teve alta expressiva mesmo foi o de locação residencial. Esse motivado pela demanda reprimida que havia afastado os candidatos à locação em razão da pandemia, pois não havia segurança de renda”, completou.
Tribuna/Foto: Romildo de Jesus


