“A determinação clara de Lula é que possamos dar logo no início do próximo governo uma prioridade total à reforma tributária, destacou o futuro ministro da Fazenda
Por Gabriel Fernedada
O futuro ministro da Fazenda do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Fernando Haddad, declarou durante o evento “Natal dos Catadores de Lixo”, que o presidente eleito lhe pediu para colocar o “pobre no Orçamento” e o “rico no imposto de renda”.
“Lula me fez um pedido. Ministro da fazenda precisa ter uma missão nesse país: colocar o pobre no Orçamento e o rico no imposto de renda. Essa frase resume o que ele quer”, disse Haddad.
Ao longo da campanha presidencial, Lula repetiu a necessidade de colocar essa frase em prática, indicando a necessidade de assistência aos mais pobres e de uma maior tributação em grandes fortunas.
No final de novembro, Fernando Haddad havia dito em evento da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) que a principal prioridade do governo eleito é a reforma tributária.
“A determinação clara de Lula é que possamos dar logo no início do próximo governo uma prioridade total à reforma tributária. Na sequência, [Lula] pretende encaminhar uma proposta de reformulação dos impostos sobre renda e patrimônio para completar o ciclo de reforma dos tributos no Brasil”.
Campos Neto – O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, repetiu ontem que não pretende aceitar qualquer eventual proposta do novo governo por um segundo mandato à frente da autoridade monetária após o fim da sua gestão atual, em 2024. “Tenho dito há bastante tempo que um mandato é suficiente pra fazer o que eu queria fazer. Desde o começo disse que não achava bom haver recondução, inclusive fui contra no debate sobre a lei de autonomia do BC”, reafirmou.
Segundo ele, esse tema não foi debatido no encontro com o futuro ministro da Fazenda, Fernando Haddad, nesta semana. “Pretendo ficar até o fim do meu mandato”, enfatizou.
O presidente do Banco Central relatou também que sua primeira conversa com Haddad foi bastante positiva. “O ponto principal de conversa com Haddad foi coordenação de política monetária e fiscal, e ele disse que concordava com quase todos os pontos trazidos. Também conversamos sobre acesso de empresas a mercado de capitais”, afirmou Campos Neto.
Fonte: CNN/Foto: REUTERS/Adriano Machado


