A hortaliça subiu até 150 % nas capitais do país.
Por Vinícius Viana
O preço da cebola disparou e tem feito muita gente chorar, principalmente aqueles que adoram pratos como bife acebolado na hora do almoço ou anéis de cebola na hora de petiscar com os amigos.
De acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), a hortaliça subiu até 150 % nas capitais do país. Brasília ocupou o primeiro lugar no ranking com 150,57%. Em segundo, Curitiba com 137,47 % e Salvador ocupou a terceira posição com 128,13 % de aumento em 12 meses até setembro.
A fisioterapeuta Dulcineia Nascimento lamentou a subida de preço e revelou qual estratégia está utilizando para usar a hortaliça nas comidas sem ter que gastar além do orçamento.
“Quanto mais aumenta o valor, menos cebolas vêm pra casa. Tudo que a gente vai cozinhar tem que ter cebola, porque cebola é o tempero dos temperos, né? Então, a gente reduz na hora que vai usar. Em vez de usar a cebola inteira, a gente usa a metade da cebola. Antes era uma cebola para o frango e outra cebola pro feijão. Agora é uma cebola dividida para frango e feijão”, contou. Segundo o economista Denilson Lima, da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia, um dos motivos da alta no preço da cebola está relacionado à lei da oferta e demanda.
“Irecê e João Dourado, na Bahia, e Vale do São Francisco, em Pernambuco, estão com ‘problemas’ com a oferta por causa diminuição da área plantada. Como o Nordeste tem uma participação importante na produção de cebola no Brasil, qualquer um dos players cuja redução da produção diminua, faz com que os preços acabem subindo. Então, o que está acontecendo no momento é uma diminuição da área plantada”, explicou.
Em alguns estabelecimentos no Rio Vermelho, em Salvador, o KG da cebola está sendo encontrado com e sem reajuste. Em um grande mercado, o quilo da hortaliça está custando R$ 7,99. Já em um famoso Hortifrúti, o KG da cebola subiu para R$ 9,00 e a vendedora do estabelecimento comentou que os consumidores saem com menos cebolas na sacola por causa do novo preço.
Tribuna/Foto: Arquivo


