O tripé do ESG (“Environmental, Social and Governance”) vem convocando corporações de todo o mundo a repensar seus indicadores de crescimento sob um novo paradigma. Foi em torno dessa provocação que o 1º Fórum de Inovação e Sustentabilidade na Mineração foi realizado na última terça-feira, 8 de março, no auditório do CEU (Centro de Esportes e Artes Unificadas), em Jacobina.
Promovido pela CBPM (Companhia Baiana de Pesquisa Mineral) em parceria com a Prefeitura Municipal de Jacobina, o evento teve o apoio da Yamana Gold e de entidades locais como a ACIJA (Associação Comercial e Industrial de Jacobina) e a CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas). A programação contou com palestras de representantes da FIEB (Federação das Indústrias do Estado da Bahia) e do WWI (Worldwatch Institute no Brasil), que também apoiaram a iniciativa.
Compromisso com novos valores – Jorge Cajazeiras, membro do Conselho de Sustentabilidade da FIEB provocou a reflexão com uma questão-chave: “O ESG é sustentável?”. O palestrante foi assertivo ao afirmar que a responsabilidade das empresas com o meio ambiente e a comunidade deixou de ser algo opcional. “Os grandes fundos monetários internacionais só se interessam em investir em empresas que tenham negócios sustentáveis e garantam o chamado ‘lucro repartido’, que inclui retorno financeiro atrelado a posicionamento social e compromisso com o meio ambiente”, destacou.
Na palestra “Quanto vale Jacobina?”, Eduardo Athayde, da WWI reforçou a importância do tema, destacando que os 17 ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) propostos pela Organização das Nações Unidas convidam a repensar nossos valores. “Sabemos mensurar o preço do ouro que está no subsolo. Mas quanto valem os ativos ambientais, a agricultura familiar, a história e a cultura de um povo? A letra da sigla ESG que mais cresce é o S de “social” e não é por acaso. Isso significa que as empresas precisam alavancar seus negócios a partir daí”, resumiu.
Investimento social – O vice-presidente de Operações da Yamana Gold no Brasil e Argentina, Sandro Magalhães, apresentou indicadores que revelam o posicionamento da empresa em sintonia com as tendências mundiais, que exigem pensar global e agir local. Só para citar alguns números, ele destacou que a companhia gerou mais de 700 empregos somente entre 2017 e 2021. Quase 97% das vagas são ocupadas por pessoas baianas, sendo que 93% dessas são de Jacobina. R$ 5,6 milhões foram investidos em ações sociais somente entre 2019 a 2021. Em cinco anos, R$ 648 milhões foram direcionados para a aquisição de produtos e serviços de fornecedores locais.
Aproveitando a coincidência da data – 8 de março, Dia Internacional da Mulher – o gestor lembrou que a busca da equidade de gênero também é uma bandeira da empresa, que tem 11,3% de mulheres. “Ter uma equipe diversa eleva o potencial de produtividade. Sabemos que a mineração é um negócio historicamente muito masculino, mas acreditamos na mudança e já estamos fazendo a nossa parte”, afirmou.
Desenvolvimento local – O evento também contou com uma mostra de projetos de comunidades de Jacobina que recebem incentivo do Instituto Yamana de Desenvolvimento Socioambiental, como a grife Meninas do Quilombo, fruto do trabalho da Associação Quilombola das Mulheres da Lagoa do Timbó. “Nosso projeto foi contemplado com máquinas de costura e de bordado, tecidos e outros insumos. Foi esse ‘empurrãozinho’ que nos permitiu dar início ao trabalho e continuamos juntos nessa luta”, celebra a professora de corte e costura Lindiomar Carvalho
O Instituto Yamana de Desenvolvimento Socioambiental foi criado em 2012, com o objetivo de contribuir para o desenvolvimento regional por meio de ações educacionais, sociais, ambientais e culturais. Atualmente, a iniciativa mantém parceria com 18 associações, que receberam um incentivo total de R$190 mil para viabilizar seus projetos.
Yamana Gold – A Yamana Gold é uma empresa global de mineração, que emprega mais de 7 mil pessoas nas Américas. A companhia trabalha de forma inteligente, descobrindo e transformando recursos de ouro do mundo em valor e respeitando o meio ambiente e as comunidades onde está inserida. No Brasil, a Yamana possui uma unidade, a Jacobina Mineração e Comércio, localizada na Bahia. A abordagem segura e sustentável do negócio é um valor fundamental da atuação da empresa.



