Pesquisa Mensal de Comércio do IBGE aponta dados positivos para o setor em comparação com o mesmo período de 2021. Comércio ampliado também se destacou
Por Lily Menezes
O comércio varejista na Bahia continua dando sinais de reação após as medidas restritivas impostas pela pandemia. Em janeiro, o volume de vendas e a receita nominal do setor, um dos mais importantes do Estado, tiveram crescimentos de 2,3 e 4,4% frente ao mesmo período de 2021. Os resultados foram divulgados nesta quinta-feira (10) na Pesquisa Mensal de Comércio, elaborada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O cenário nacional teve um desempenho mais tímido, registrando 0,8% de crescimento nas vendas durante o primeiro mês de 2022. Já a receita nominal subiu 1,5%.
Mesmo sem o ajuste sazonal, que inclui datas comemorativas como o Carnaval e a Páscoa, o varejo baiano conseguiu incrementar sua receita em 9,3%, porcentual idêntico ao acumulado no ano. Num intervalo de doze meses, o faturamento nominal do comércio subiu 12,8%. Para o órgão de pesquisa, embora ainda não se tenha atingido uma recuperação nos níveis pré-pandemia, o avanço foi considerável. E os números são mais animadores no comércio varejista ampliado: a Bahia teve o segundo maior crescimento do Brasil na categoria que inclui bens duráveis como automóveis, motos e peças, com 4,1% de avanço em janeiro.
Esse setor, inclusive, foi o que mais ganhou impulso entre as dez categorias de bens analisadas na PMC, com 49,6% de crescimento. Na busca da população baiana por saúde e bem-estar, os artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos foram a segunda categoria de maior destaque, avançando 24,4% no início do ano. Livros, jornais, revistas e papelaria começaram 2022 com 11,9% de incremento, após dois meses amargando retração no volume de vendas. As baixas mais fortes foram no setor de móveis e eletrodomésticos (-30,2%), que segue em queda desde novembro, na categoria de combustíveis e lubrificantes (-19,6%), motivada pela alta nos preços, e na ala dos materiais de construção (-14,3%).
Tribuna/Foto: Romildo de Jesus


