O ministro da Cidadania, João Roma (Republicanos), reforçou ontem a vontade de ser candidato a governador da Bahia nas eleições deste ano
Por Rodrigo Daniel Silva
O ministro da Cidadania, João Roma (Republicanos), reforçou ontem a vontade de ser candidato a governador da Bahia nas eleições deste ano.
“Eu já estou com a roupa da festa. Já estou todo animado. Não vou faltar aos baianos. Está muito claro que a Bahia precisa caminhar de mãos dadas com o Brasil. Muita gente me encontra na rua e praticamente me pega pela beca e diz: ‘você não vai deixar a gente sem opção, não é’”, disse Roma, em entrevista à rádio Brado. O ministro salientou, entretanto, que: “A minha candidatura ao governo do Estado da Bahia está vinculada diretamente a uma articulação nacional. A prioridade, óbvio, é reeleger Jair Messias Bolsonaro. É o único personagem hoje que pode levar o Brasil adiante, que pode tirar as amarras que sufocaram o Brasil por tanto tempo”
Apesar do desejo de Roma ser candidato, a família Bolsonaro tem mostrado interesse em uma aliança como o ex-prefeito soteropolitano ACM Neto (União Brasil). “Se dependesse de nós haveria ali uma composição com o ACM Neto, até porque, entre as opções na Bahia, é o que está menos distante de Bolsonaro. No meu ponto de vista, seria uma boa aliança, só que equivocadamente o ACM Neto entende que o Bolsonaro puxa ele para baixo na questão de votos. As pesquisas dele mostram que teríamos uma grande rejeição na Bahia, e ele entende que isso é um peso para ele carregar. Mas vejo que ele está equivocado porque nossas pesquisas mostram que nunca houve uma rejeição tão grande ao Lula na Bahia como agora. Será uma eleição polarizada. O eleitor vai ver com quem o seu candidato a governador estará alinhado: com Bolsonaro ou com o ex-presidiário (Lula). Ele não terá como não se posicionar. O eleitor não gosta de quem está em cima do muro. Quando há esse impasse, surge a possibilidade de um outro nome, como aconteceu com João Roma na Bahia”, declarou o senador Flávio Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro, em entrevista ao jornal O Globo.
Ontem, Roma voltou a atacar o ex-prefeito ACM Neto. “A última vez que falei com o ex-prefeito foi 12 de fevereiro (de 2021), ele está seguindo um caminho e eu outro. Ele está refém do politicamente correto, está se tornando o João Dória da Bahia. A população olha e não vê verdade, parece de plástico”, criticou.
Na semana passada, o ministro já tinha dito que Neto não é um “anti-PT”. “Outro dia disseram: é importante juntar, somar força com ACM Neto porque dessa forma tira o PT. Não, o objetivo de Neto não é esse. Ele não é o anti-PT. Ele admite até votar em Lula. Ele está na verdade dando um grande exemplo de anti-liderança, porque ele não se preocupa com a liderança do Brasil. Só se preocupa com a Bahia. Na verdade, ele se preocupa com a posição dele, do espaço de poder dele”, afirmou.


